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Divulgação/ USP
Após 54 dias de paralisação, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, em Assembleia Geral realizada na noite de segunda-feira, a recomendação pelo encerramento da greve que mobilizou parte da comunidade acadêmica nas últimas semanas.
A decisão foi tomada pela maioria dos participantes da assembleia, marcando uma mudança no cenário da mobilização estudantil. Apesar da aprovação, o retorno das atividades não ocorrerá de forma automática em toda a universidade.
De acordo com a dinâmica adotada pelo movimento, caberá agora aos diretórios e centros acadêmicos de cada curso deliberar sobre a suspensão da greve em suas respectivas unidades. Dessa forma, a retomada das atividades poderá ocorrer em ritmos diferentes entre os cursos.
Invasão em prédio da Administração Central
Ainda na noite de segunda-feira, um grupo reduzido de estudantes que teria demonstrado insatisfação com o resultado da assembleia promoveu uma ocupação no prédio da Administração Central da USP, localizado no campus Butantã, na zona oeste da capital paulista.
Segundo relatos de alunos, a ação durou cerca de uma hora. A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência e realizou a retirada dos manifestantes do local.
Informações preliminares indicam que pelo menos seis pessoas foram encaminhadas à delegacia para registro da ocorrência. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventuais autuações ou medidas adotadas após a ação.
Professores já haviam encerrado paralisação
O movimento estudantil ocorre após a Associação dos Docentes da USP (Adusp) anunciar, na semana passada, o encerramento da greve dos professores da universidade.
A decisão dos docentes reduziu parte dos impactos da paralisação nas atividades acadêmicas, enquanto os estudantes mantinham a mobilização em andamento.
Nova manifestação está prevista
Mesmo com a recomendação pelo fim da greve estudantil, os atos relacionados às reivindicações da comunidade universitária devem continuar nos próximos dias.
Uma manifestação está programada para esta quarta-feira na Praça da República, região central da cidade de São Paulo. O ato deve reunir estudantes e professores da USP, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O local escolhido abriga reuniões do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), órgão que reúne as administrações das três instituições. A mobilização deve servir como espaço para apresentação de demandas e acompanhamento das negociações envolvendo as universidades estaduais paulistas.
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