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Amazônia e Mineração: CEO da Hydro detalha expectativas para a COP30

Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil, discute o papel da Amazônia, as inovações em mineração sustentável e a infraestrutura de Belém para a COP30

Por Redação
REDAÇÃO

18/10/2025 • 18:56 • Atualizado em 18/10/2025 • 18:56

Em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil, detalhou a atuação da empresa no país e suas expectativas para a COP30, que será realizada em Belém. A conversa abordou a mineração na Amazônia, o desenvolvimento sustentável da região e o papel do setor privado nas discussões sobre energia renovável.

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A Norsk Hydro, empresa norueguesa com 120 anos de história, tem uma atuação robusta no Brasil, abrangendo toda a cadeia do alumínio. Baranov explicou que a presença na Amazônia se justifica pela "bauxita de primeiríssima qualidade" encontrada na região. A operação começa na mineração em Paragominas, com o transporte da bauxita por um mineroduto de 244 km até a Alunorte, a maior refinaria de alumina do mundo, localizada em Barcarena. Ao lado, opera a Albras, produtora de tarugos. Além disso, a Hydro possui operações de extrudados no Sudeste e Sul do país e gera energia.

Desafios e inovações na mineração sustentável

Anderson Baranov descreveu 2025 como um ano "desafiante" para o setor, impactado pelos preços das commodities, mas ressaltou a longevidade da Hydro pela compreensão do mercado e pelo foco na sustentabilidade. Ele destacou as tecnologias inovadoras da empresa, como o "tailings dry backfill", que permite extrair a bauxita e recompor o solo em um ciclo contínuo, sem a geração de barragens e com reflorestamento. A Hydro também investiu 12,6 bilhões na transição para uma matriz energética mais limpa, buscando zerar as emissões líquidas até 2050. Um exemplo é a utilização do caroço de açaí para gerar biomassa, contribuindo para a sociedade e gerando inovação.

COP30 em Belém: um legado de infraestrutura e ação

O CEO da Hydro expressou grande otimismo com a COP30, destacando que "já existe o legado" em Belém, com a modernização da infraestrutura, incluindo saneamento, parques e aeroportos. Ele acredita que esta será a "COP da ação e das pessoas", com um envolvimento significativo das comunidades tradicionais da Amazônia. Baranov enfatizou a importância de o mundo conhecer a Amazônia de perto, não apenas suas belezas naturais, mas também seus desafios, para atrair investimentos focados no desenvolvimento.

Questionado sobre o papel da mineração na COP30, Baranov defendeu que o setor tem muito a mostrar em termos de tecnologia, responsabilidade social e ambiental. Ele ressaltou que "onde tem mineração legal tem proteção ambiental", e que as empresas responsáveis contribuem para o reflorestamento e projetos de agricultura familiar. A mineração ilegal, por outro lado, é um grande incômodo, pois gera descontrole e desmatamento.

Legislação ambiental brasileira: rigor e agilidade

Anderson Baranov avalia a legislação ambiental brasileira como "a mais rígida do mundo", o que é compreensível, dado que o Brasil possui a maior área verde do planeta. Ele defende que a rigidez deve ser mantida, mas é preciso agilizar os investimentos para avançar com a mineração legal e controlada. A Hydro tem focado na integração da sociedade com a indústria e o meio ambiente, com 80% da mão de obra em suas operações no Pará sendo local, empregando cerca de 15 mil pessoas direta e indiretamente.

Sobre a questão da logística e dos preços em Belém para a COP30, Baranov se mostrou tranquilo. Com base em sua experiência em outras COPs, ele acredita que, apesar das preocupações iniciais, a situação será resolvida. A expectativa é receber entre 50 e 60 mil pessoas, com a disponibilidade de novos hotéis e navios-hotel. "O povo paraense não só o povo paraense como o povo brasileiro é muito acolhedor e a gente vai acabar resolvendo de um jeito ou de outro", afirmou.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.