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São Paulo Futebol Clube: Áudios vazados, investigações e volta de Arboleda

Vazamento de áudio do presidente, ausência de Julio Casares em depoimento e a polêmica reintegração de Arboleda expõem o caos nos bastidores do clube.

PAULO DO VALLE

12/05/2026 • 19:47 • Atualizado em 12/05/2026 • 20:56

O São Paulo Futebol Clube vive uma de suas crises políticas e institucionais mais profundas, com uma sucessão de escândalos, disputas de poder e decisões controversas que abalam as estruturas do Morumbi.

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O capítulo mais recente foi o vazamento de um áudio do presidente Harry Massis, no qual ele admite não ter dinheiro para demitir o técnico Roger Machado, expondo a fragilidade financeira do clube e minando a autoridade do treinador. A declaração foi vista como um reflexo da incompetência e do despreparo da atual gestão, que parece ter caído "de paraquedas" no comando de um dos maiores clubes do país.

Paralelamente, o ex-presidente Julio Casares, que sofreu impeachment, optou pelo silêncio e não compareceu para depor em uma investigação policial que apura acusações de corrupção e lavagem de dinheiro durante seu mandato. A ausência é mais um elemento na trama de escândalos que mancha a imagem do clube.

Nos bastidores do poder, a guerra é aberta. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, manobrou para se fortalecer politicamente, dissolvendo a Comissão de Ética e nomeando aliados para a nova composição, em um claro movimento para consolidar sua influência.

Para completar o cenário de caos, a situação do zagueiro Robert Arboleda gera indignação. Após abandonar o clube por 30 dias sem justificativa, o jogador foi reintegrado ao elenco e pode voltar a atuar. A decisão é vista como um "tapa na cara do torcedor" e um sinal de fraqueza da diretoria, que se vê com uma "bomba" nas mãos: um atleta caro, descomprometido e sem mercado. A reintegração de Arboleda é o símbolo máximo de um clube que, segundo os analistas, parece ter chegado ao "fundo do poço".