Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Analista militar afirma que conflito pode se ampliar

Especialista aponta risco de escalada regional e corrida armamentista após ataques entre Irã e Israel

Por Redação
REDAÇÃO

02/03/2026 • 10:45 • Atualizado em 02/03/2026 • 10:45

Irã amplia tensão no conflito após lançamento de novos mísseis

Irã amplia tensão no conflito após lançamento de novos mísseis

Reprodução / IDF

A escalada militar envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos pode desencadear uma regionalização do conflito e uma nova corrida armamentista global, segundo avaliação do coronel Paulo Filho, especialista em estratégia militar, em entrevista ao Jornal Gente nesta segunda-feira.

Compartilhar

Durante a análise, o especialista destacou que o sistema internacional vive um dos períodos mais conflituosos desde a Segunda Guerra Mundial, com guerras simultâneas em várias regiões e baixa capacidade de mediação por organismos multilaterais como a ONU.

Segundo ele, o principal risco imediato é a ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio. O Irã já realizou ataques contra múltiplos alvos ligados a interesses americanos e aliados na região, o que eleva a possibilidade de envolvimento direto de novas nações.

Outro ponto de preocupação é a indefinição dos objetivos estratégicos do governo do presidente Donald Trump. Para o coronel, operações militares de alta precisão podem enfraquecer o regime iraniano, mas dificilmente provocarão mudança política profunda sem presença de tropas estrangeiras no território.

O analista também ressaltou que, apesar da superioridade tecnológica e militar dos Estados Unidos e de Israel, o Irã demonstra capacidade de resposta e resiliência, o que pode prolongar a crise e gerar novos ciclos de confronto no futuro.

Além disso, ataques a países do Golfo indicam uma tentativa iraniana de pressionar aliados dos EUA. Como consequência, cresce a probabilidade de que essas nações invistam em armamentos próprios, acelerando uma corrida militar regional com efeitos globais.

Para o especialista, o cenário mais provável é de vitória militar ocidental no curto prazo, mas sem garantia de estabilidade política duradoura na região.