
Neymar durante treino da Seleção Brasileira
Rafael Ribeiro/cBF
A Seleção Brasileira inicia a semana de preparação para o decisivo confronto contra a Escócia, marcado para a próxima quarta-feira em Miami, com as atenções voltadas para o processo de transição e reabilitação física do atacante Neymar.
O jogador está na fase final de recuperação de uma grave lesão e, segundo o planejamento traçado pela comissão técnica, a expectativa é de que ele possa atuar por alguns minutos no segundo tempo da partida.
O principal desafio de Ancelotti é inserir Neymar em um conjunto que ainda passa por processo de formatação tática nesta Copa do Mundo. A equipe nacional vem de atuações oscilantes, tendo registrado um desempenho abaixo das expectativas no confronto diante de Marrocos e recebido críticas devido à queda de rendimento no segundo tempo do jogo contra o Haiti.
Do ponto de vista tático, o posicionamento de Neymar na equipe sob a gestão de Ancelotti apresentará mudanças drásticas em comparação ao modelo utilizado na Copa do Mundo de 2022, sob a direção de Tite.
Naquela oportunidade, o atleta atuava recuado no meio-campo como um terceiro homem de articulação, posicionado logo à frente dos volantes Casemiro e Lucas Paquetá, servindo a um trio de atacantes.
No novo desenho tático projetado para o retorno do camisa dez, a Seleção Brasileira manterá o seu trio de meio-campo composto por Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. A tendência é que Neymar seja utilizado na função de "falso nove", centralizado no setor ofensivo.
Com essa alteração, o ataque brasileiro contará com Vinicius Júnior em uma das extremidades do campo, enquanto a outra ponta será disputada por Luiz Henrique ou Matheus Cunha, proporcionando maior liberdade de movimentação central para Neymar quando este entrar em campo.
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