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Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, é denunciado pelo Ministério Público

Decisão se dá por conta de gastos no cartão corporativo do Timão enquanto dirigente ocupava a presidência

LUIS FABIANI

15/10/2025 • 11:43 • Atualizado em 15/10/2025 • 11:43

Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians

Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians

Rodrigo Coca / Corinthians

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou na manhã desta quarta-feira (15) o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez por conta dos gastos no cartão corporativo do clube enquanto o dirigente ocupava a presidência do Timão.

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O órgão, por meio do promotor Cássio Roberto Conserino, também realizou denúncia contra Roberto Gavioli, superintendente financeiro que foi afastado pelo clube por ainda exercer cargo diretivo.

O cartão empresarial, não da pessoa física, de nenhum dirigente, era utilizado como se fosse privado. Houve uma inversão da propriedade e um dos denunciados, o ex-presidente, passou a dispor desse cartão como se proprietário fosse e fez inúmeras compras particulares. Não uma, inúmeras compras particulares - Cássio Conserino, promotor do Ministério Público

O MP-SP denunciou Andrés Sanchez e Roberto Gavioli por três crimes: apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário.

Agora, cabe à Justiça acatar ou não a decisão. Caso entenda como procedente, Andrés e Gavioli se tornarão réus no processo.

Confira a nota oficial do Ministério Público

"A presente entrevista coletiva visa comunicar os senhores acerca de uma denúncia oferecida pelo MP/SP no dia de ontem contra Andrés Sánchez e Roberto Gavioli.

Denuncia que versa sobre possíveis crimes de apropriação indébita agravada e continuada, falsidade de documento tributário e lavagem de dinheiro.

Há pedido de restritiva o de crédito tributário a pedido de Andrés, porque a denúncia resultou acréscimos patrimoniais ilícitos, em que não importa a fonte da origem para que seja tributado.

São problemas de qualquer natureza, desde que precedido do prévio lançamento tributário.

Trocando em miúdos, trata-se de denúncia com dois crimes antecedentes: apropriação indébita de cartão corporativo e de bens do Corinthians, falsidade de documentos fiscais e tributáveis, lá frente possível crime de sonegação fiscal."

Outro lado

Após a denúncia vir à tona, o Corinthians decidiu afastar o diretor financeiro Roberto Gavioli. A posição foi comunicada em nota oficial. Veja a seguir: "O Sport Club Corinthians Paulista informa que afastou de suas funções nesta quarta-feira (15) - por tempo indeterminado e sem remuneração- o superintendente financeiro do Clube, Roberto Gavioli, para que o mesmo possa defender-se da denúncia oferecida pelo Ministério Público.

O Corinthians esclarece ainda que acompanha com atenção a denúncia envolvendo o ex-presidente Andrés Navarro Sanchez, colocando-se à disposição para fornecimento de documentos e informações necessárias ao Ministério Público e órgãos internos do clube como Conselho Deliberativo, CORI (Conselho de Orientação), Conselho Fiscal e Comissão de Ética.

A Diretoria Executiva do Corinthians reforça seu comprometimento na colaboração com as investigações do Ministério Público e dos órgãos internos do clube."

O que diz a defesa de Andrés Sanchez

A defesa do ex-presidente do Corinthians também se manifestou por meio de uma nota oficial. O advogado de Andrés Sanchez se disse surpreendido com a posição do Ministério Público e vê “excesso” no procedimento.

"A defesa de Andrés Navarro Sanchez, representada pelo advogado Fernando José da Costa, informa que foi surpreendida com o oferecimento de uma denúncia distribuída em apartado, sem juntada ao procedimento investigatório ao qual possui acesso. O teor da acusação só se tornou conhecido após coletiva de imprensa convocada pelo promotor responsável, que anunciou a denúncia por supostos delitos de apropriação indébita, crimes tributários e lavagem de capitais. A defesa destaca, desde já, a inépcia da peça acusatória e o evidente excesso na imputação, reiterando que a inocência de Andrés será comprovada ao longo do processo, agora presidido pelo imparcial Poder Judiciário."

A reportagem ainda não obteve posicionamento do superintendente financeiro Roberto Gavioli.

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