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Apagão no centro de SP passa de 24 horas e Enel ainda não explica falha

Falha atingiu cinco bairros da região central e deixou até 20 mil endereços sem energia

Por Redação
REDAÇÃO

04/02/2026 • 15:04 • Atualizado em 04/02/2026 • 15:04

Quase 200 endereços seguem sem luz

Quase 200 endereços seguem sem luz

Reprodução/Agência Brasil

Moradores do centro de São Paulo enfrentam mais de 24 horas sem energia elétrica nesta terça-feira, sem que a Enel consiga informar a causa do apagão. A falha começou por volta do meio-dia de ontem e atingiu bairros como Consolação, Higienópolis, Bela Vista, Vila Buarque e Santa Cecília.

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No auge do problema, cerca de 20 mil endereços ficaram sem luz. Segundo a concessionária, 99% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento restabelecido, mas ao menos 186 endereços continuam no escuro. A empresa afirma que equipes seguem trabalhando, porém não dá prazo nem esclarece o motivo da interrupção.

Moradores relatam falta de informações, sucessivos protocolos sem retorno e dificuldades graves no dia a dia. Em prédios residenciais, há idosos, pessoas com deficiência e pacientes que dependem de equipamentos médicos. Alguns afirmam que geradores prometidos pela Enel não chegaram.

O caso reacende lembranças de março de 2024, quando o centro da capital ficou quase uma semana sem energia durante uma onda de calor. Na época, a Enel atribuiu o problema ao superaquecimento da fiação subterrânea e a obras da Sabesp na região. Desta vez, a situação chama atenção porque não houve temporal, ventos fortes ou temperaturas extremas — os termômetros marcaram cerca de 25 °C.

Especialistas e moradores questionam a recorrência das falhas, especialmente em uma região com rede subterrânea, menos exposta a quedas de árvores e intempéries. A demora na identificação do problema e na normalização do serviço tem gerado críticas à capacidade operacional da concessionária.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, voltou a criticar publicamente a Enel. Durante a inauguração de um CEU no Grajaú, na Zona Sul, ele afirmou que a unidade precisou ser aberta com gerador próprio porque a empresa ainda não realizou a ligação definitiva de energia, prometida apenas para fevereiro.

Enquanto isso, moradores do centro seguem à espera de uma solução definitiva e cobram explicações claras sobre mais um apagão prolongado em uma das áreas mais movimentadas da capital paulista.