
Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal
SCO/STF
Uma poderosa articulação envolvendo figuras proeminentes dos Três Poderes começou a operar em Brasília com um objetivo claro: o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A ofensiva política, que ganha corpo nos bastidores, é uma consequência direta do avanço para uma fase decisiva da colaboração premiada de Daniel Vorcaro, o banqueiro no centro do escândalo do Banco Master.
Fontes da Rádio Bandeirantes indicam que a movimentação para isolar Toffoli é capitaneada por nomes como Gleisi Hoffmann (representando interesses do Executivo), Hugo Motta e Davi Alcolumbre (no Legislativo). No próprio Judiciário, as conversas envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o próprio Toffoli, sinalizando a gravidade da pressão.
O catalisador para esta crise é a crescente certeza de que a delação de Vorcaro será fechada. A defesa do banqueiro teve uma "conversa muito promissora" com o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Analistas políticos, como Fernando Mitre, apontam que o acordo tende a ser "completo", sem proteger ninguém, o que potencializa o temor em Brasília sobre as revelações que podem surgir. A expectativa é que a colaboração exponha uma vasta rede de corrupção e revele o destino de "muito dinheiro sumido".
A CPMI do INSS anunciou ter recuperado documentos que haviam sido apagados dos sistemas do Senado, obtidos legalmente junto à Apple, reforçando as apurações sobre o escândalo.
Ao mesmo tempo, a CPI do Crime Organizado busca alternativas para ouvir Martha Graeff, ex-namorada de Vorcaro e considerada uma testemunha vital.
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