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Nova CNH: Autoescolas em colapso acusam governo de criar motoristas piores

Enquanto preço da habilitação cai para R$ 1.000, setor alega piora na formação, prevê mais acidentes e enfrenta demissões em massa que podem chegar a 50%.

Por Redação
REDAÇÃO

03/02/2026 • 11:07 • Atualizado em 03/02/2026 • 11:07

Novas regras da CNH anunciadas pelo governo federal

Novas regras da CNH anunciadas pelo governo federal

Agência Brasil

As recentes mudanças nas regras para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provocaram uma corrida de novos alunos às autoescolas e uma queda expressiva no valor final do documento. A procura em janeiro aumentou 25% no estado de São Paulo e 35% na capital, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com a nova estrutura, o custo total para tirar a habilitação caiu para cerca de R$ 1.000.

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As alterações, implementadas pelo governo federal e adaptadas por estados como São Paulo, visam desburocratizar o processo. Entre as principais mudanças estão o fim da obrigatoriedade do teste de baliza e a redução drástica da carga horária de aulas práticas, que passou de 20 para apenas duas horas. Além disso, os candidatos não precisam mais de uma autoescola para realizar os exames teórico e prático.

Essa flexibilização permitiu que as autoescolas oferecessem pacotes mais enxutos, com valores que variam entre R$ 500 e R$ 600. Somando-se as taxas de exames médico, psicotécnico e de emissão (cerca de R$ 420), o valor final se tornou significativamente mais acessível.

No entanto, a notícia não foi bem recebida pelo setor. As autoescolas classificam a redução de preço como "mentirosa", argumentando que ela não reflete a perda na qualidade da formação. Segundo representantes do setor, com menos conteúdo e treinamento, os novos motoristas podem representar um perigo maior no trânsito.

O descontentamento se reflete em uma grave crise econômica para as autoescolas. Há um temor generalizado de que o serviço, como é conhecido hoje, possa desaparecer nos próximos anos. A expectativa é que a taxa de demissões no setor, apenas no mês de janeiro, tenha ficado entre 30% e 50%, a depender da localidade. A medida, que divide a opinião de especialistas, evidencia o conflito entre facilitar o acesso à CNH e garantir a segurança viária.

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