
Banco Master: pressão sobre Dias Toffoli
© ASCOM/STF
Os depoimentos de investigados por irregularidades na aquisição do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília começam a ser colhidos por determinação do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal. A investigação do Banco Master permanece no STF, apesar das críticas de ministros e juristas sobre o foro privilegiado e o impacto institucional do caso.
Ao todo, oito investigados prestam depoimento entre hoje e amanhã, de forma presencial e por videoconferência, conforme o cronograma estabelecido pelo relator. O caso do Banco Master tem grande relevância para o sistema financeiro e ampliou a pressão interna no Supremo, diante de questionamentos sobre vínculos pessoais, viagens, relações profissionais e o sigilo absoluto decretado nas apurações.
Nos bastidores da Corte, cresce a defesa de que o inquérito seja remetido à primeira instância, como forma de reduzir o desgaste institucional. A avaliação de juristas é de que, após as oitivas, o ministro Dias Toffoli pode declarar inexistente a relação com autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função, o que permitiria a remessa do processo.
O caso envolve ainda a atuação do Fundo Garantidor de Crédito, mecanismo financiado pelos bancos para evitar prejuízos sistêmicos em situações de crise. Especialistas alertam que investigações claras e sem entraves são essenciais para preservar a estabilidade do sistema financeiro e a confiança na atuação do Banco Central.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


