
Operação Compliance Zero
© Rosinei Coutinho/STF
O caso Banco Master avançou nesta quarta-feira com decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que determinou o envio de todo o material apreendido à Procuradoria-Geral da República. A medida ocorre no contexto da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Segundo o despacho, as provas recolhidas devem ser analisadas pela PGR para consolidação do conjunto probatório. Toffoli atendeu a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após reconsideração da Polícia Federal sobre a guarda do material. Os aparelhos apreendidos deverão permanecer desconectados de redes de telefonia e internet para garantir a integridade dos dados.
A nova fase da Operação Compliance Zero resultou na prisão temporária de Fabiano Campos Zetel, cunhado do dono do Banco Master, além do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Também foram alvos de mandados o empresário Nelson Tanuri, gestor de fundos ligados ao Banco Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora REAG Investimentos. As investigações apontam suspeitas de desvio de recursos do sistema financeiro para a formação de patrimônio pessoal.
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu carros de luxo, outros bens de alto valor e cerca de R$ 90 mil em espécie. O objetivo é interromper a atuação de uma suposta organização criminosa e recuperar ativos.
No despacho, Dias Toffoli afirma que a investigação no STF tem escopo mais amplo do que inquéritos anteriores, ao indicar indícios de gestão fraudulenta de fundos, desvio de valores e branqueamento de capitais. A análise das provas pela PGR deve permitir uma visão sistêmica dos supostos crimes de grande proporção relacionados ao Banco Master.
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