
Israel interceptou em águas internacionais a flotilha com cerca de 50 barcos que queria furar o bloqueio de Tel Aviv
REUTERS/Ammar Awad
Na madrugada desta quinta-feira (2), Israel interceptou em águas internacionais uma flotilha com cerca de 50 barcos que tentava furar o bloqueio imposto a Gaza para levar ajuda humanitária. As embarcações estavam carregadas com comida, água, remédios e até brinquedos. Essa é a terceira vez que Israel impede a entrada de ativistas por mar. O governo acusa a flotilha de ser apenas um “conjunto de barcos para selfies”.
A missão era liderada pela ativista sueca Greta Thunberg e contava com cerca de 500 pessoas de diferentes nacionalidades, incluindo políticos franceses, italianos e brasileiros. A delegação brasileira tinha 17 integrantes, dos quais 10 já foram presos por Israel. Entre eles está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, solicitou apoio ao Itamaraty para garantir proteção consular aos brasileiros detidos. Enquanto os integrantes da flotilha e alguns líderes internacionais alegam que as embarcações foram interceptadas ilegalmente, por estarem em águas internacionais, o governo de Benjamin Netanyahu afirma que desviou os barcos de uma área de conflito e que a operação foi conduzida em segurança.
Essa é a terceira vez que Israel impede a entrada de ativistas por mar. O governo acusa a flotilha de ser apenas um “conjunto de barcos para selfies”.
Desde o início do massacre em Gaza, que já deixou mais de 66 mil mortos — em sua maioria civis e crianças —, o projeto Flotilha busca levar mantimentos à região. A frota saiu de Barcelona no início de setembro, mas precisou retornar ao porto devido ao mau tempo. Após nova partida, fez escala na Tunísia antes de seguir para Gaza em 15 de setembro.
Segundo os ativistas, ao longo do trajeto os barcos foram atacados diversas vezes por Israel com canhões de água e até pó de mico. Agora, resta a negociação internacional para definir como os detidos serão repatriados e possam retornar em segurança a seus países de origem.
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