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Bolsonaro tem melhora clínica, mas segue sem previsão de alta hospitalar

Ex-presidente aguarda alta para ir para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; melhora de pneumonia bacteriana é registrada em boletim médico.

Por Redação
REDAÇÃO

25/03/2026 • 09:12 • Atualizado em 25/03/2026 • 09:12

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro obteve a concessão de prisão domiciliar humanitária, mas a transferência para sua residência depende da alta hospitalar. Internado desde a semana passada no Hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro teve uma melhora em seu quadro clínico, mas ainda não há previsão para deixar a unidade de saúde. A decisão pela prisão domiciliar foi proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o alvará de soltura já foi expedido, oficializando a transição do Complexo Penitenciário da Papuda para o cumprimento da pena em casa assim que sua condição de saúde permitir.

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A medida foi concedida após um pedido da defesa do ex-presidente e um parecer favorável do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Em sua manifestação, Gonet argumentou que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento constante, algo que o sistema prisional brasileiro não teria condições de garantir adequadamente. A decisão de Moraes veio também após encontros da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e do senador Flávio Bolsonaro com o ministro para reforçar o apelo pela prisão domiciliar, citando a necessidade de cuidados médicos contínuos para o ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos.

Apesar de conceder o benefício por um período inicial de 90 dias, que será reavaliado ao final do prazo, Alexandre de Moraes impôs uma série de condições estritas. Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica, com relatórios diários de monitoramento sendo enviados à Justiça. Ele está proibido de utilizar meios de comunicação, incluindo redes sociais, e não pode gravar vídeos ou áudios. Manifestações e acampamentos de apoiadores também estão vedados em um raio de um quilômetro de sua residência. O descumprimento de qualquer uma dessas medidas resultará na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado. A decisão, no entanto, permite a visita permanente de seus filhos e o atendimento por uma equipe médica particular, além de internação em casos de urgência. Agentes que já acompanhavam Bolsonaro na Papuda continuarão o monitoramento durante a prisão domiciliar.

De acordo com o último boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, o ex-presidente apresentou evolução clínica no tratamento de uma pneumonia bacteriana. O quadro foi diagnosticado após um episódio de broncoaspiração. Com a melhora, ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto, onde continua recebendo antibióticos por via intravenosa. O tratamento inclui ainda suporte clínico e sessões de fisioterapia respiratória e motora. Por essa razão, Jair Bolsonaro permanece internado e sem previsão de alta.

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