
Regras para recarga de carros elétricos em prédios
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Após mais de um ano de discussões, um novo conjunto de regras para a instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em garagens pode ser publicado ainda em 2025. Desde maio do ano passado, empresas e associações do setor vêm debatendo o tema com equipes do Corpo de Bombeiros de diferentes estados. O objetivo é uniformizar as normas e preparar os edifícios brasileiros para a transição energética que já está em curso no país.
De acordo com os Bombeiros e os fabricantes, os prédios mais novos já contam com tecnologias que asseguram o carregamento seguro dos veículos, como sprinklers — sensores que liberam água ao detectar calor —, câmeras térmicas e detectores de fumaça. O desafio agora é criar um padrão para os imóveis mais antigos, que ainda não têm infraestrutura adequada.
Segundo o capitão Melchiori, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a principal regra em vigor é o uso de tomadas específicas para recarga. Ele explica que as tomadas comuns, de três pinos, não são apropriadas para suportar a potência necessária e que o sistema elétrico deve ter disjuntores e fiação dimensionados para o uso exclusivo dos carregadores.
Para o diretor de infraestrutura da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Márcio Severini, as normas atuais já garantem segurança, desde que sejam seguidas corretamente. Segundo ele, os principais riscos decorrem de instalações improvisadas. “É fundamental que o projeto seja bem feito desde o início. Muitos problemas acontecem quando se tenta economizar em etapas essenciais”, afirmou.
O engenheiro Eduardo Bomaisel, empresário do setor, relata que já foram instalados cerca de 600 pontos de recarga em condomínios residenciais de todo o país, com custo médio de R$ 4 mil por unidade. A instalação segue normas técnicas e permite que apenas os proprietários de carros elétricos arquem com o consumo adicional de energia.
“A cobrança é individualizada. Nós medimos o consumo de cada usuário e informamos ao condomínio, que faz a cobrança de acordo com o uso”, explicou Bomaisel.
Atualmente, dos cerca de 2 milhões de veículos emplacados anualmente no Brasil, 250 mil já são elétricos ou híbridos. A expansão da frota aumenta a urgência por regras claras, especialmente para garantir segurança em garagens compartilhadas e evitar sobrecargas elétricas.
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