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Brasil e Bolívia firmam acordo para combater crime organizado na fronteira

Entendimento prevê maior cooperação entre os países no combate ao tráfico de drogas, pessoas e outras atividades ilegais na região fronteiriça

Por Redação
REDAÇÃO

17/03/2026 • 13:14 • Atualizado em 17/03/2026 • 13:14

Lula e Presidente da Bolívia

Lula e Presidente da Bolívia

Reprodução

Luiz Inácio Lula da Silva e Rodrigo Paz assinaram um acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia para reforçar o combate ao crime organizado na região de fronteira entre os dois países.

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O tratado foi firmado no Palácio do Planalto durante a primeira visita oficial de Rodrigo Paz ao Brasil desde que assumiu a presidência boliviana, após a eleição realizada no fim do ano passado.

Segundo Lula, o acordo prevê uma maior coordenação entre os governos para prevenir e punir crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, contrabando e outras atividades ilegais que atuam na região fronteiriça.

Durante o encontro, Rodrigo Paz afirmou que as facções criminosas fazem parte de um ciclo de terrorismo, indicando concordar com a classificação defendida pelos Estados Unidos para esse tipo de organização.

A posição, no entanto, diverge da visão do governo brasileiro. Lula voltou a afirmar que é contrário a classificar grupos criminosos como terroristas.

O presidente argumenta que o conceito de terrorismo está ligado a motivações ideológicas e ações de natureza política, o que, segundo ele, não se aplica a organizações criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.

Além da segurança pública, a reunião também abordou temas econômicos. No discurso, Lula defendeu o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

Atualmente, a corrente de comércio entre Brasil e Bolívia soma cerca de 2,6 bilhões de dólares.

Na visita oficial, Rodrigo Paz também destacou o papel do Brasil no debate internacional sobre a exploração de terras raras, minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.

Outro ponto discutido foi o aumento de investimentos na área de gás natural, com o objetivo de ampliar o volume exportado da Bolívia para o mercado brasileiro.

A Bolívia é hoje o principal fornecedor de gás natural ao Brasil, além de exportar adubos e fertilizantes utilizados na produção agrícola brasileira.