O governo brasileiro decidiu recorrer formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. A medida passa a valer para os navios que desembarcarem no território norte-americano com alíquotas que variam de 25% a 37,5% adicionais sobre os produtos.
Apesar da ação oficial, analistas e diplomatas avaliam que as chances de uma solução prática imediata via OMC são reduzidas. Em conversa trazida pelo jornalista Valteno de Oliveira no quadro AgroMais, da Rádio Bandeirantes, o embaixador e presidente da Abitrigo, Rubens Barbosa, ponderou que entidades multilaterais perderam força no cenário geopolítico atual e que o recurso do Brasil funciona mais como um rito diplomático necessário do que como uma garantia de recuo nas taxas antes das eleições norte-americanas.
Foco Voltado para Exigências da União Europeia
Com o impasse e o aumento das barreiras no mercado norte-americano, as atenções do agronegócio nacional se voltam para a União Europeia. A partir de setembro, entram em vigor novas restrições do bloco europeu à compra de produtos brasileiros, afetando setores de peso como carne bovina, carne de frango, pescados e mel.
Diferente do cenário nos EUA, diplomatas enxergam maior espaço de manobra política e negociação junto aos europeus. O esforço brasileiro busca atuar de forma coordenada no âmbito do Mercosul para proteger as exportações do setor agropecuário e reverter ou mitigar os impactos das proibições anunciadas.
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