Resumo
Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-presidente da Câmara, critica a subestimação da importância das relações entre Brasil e Estados Unidos pela diplomacia brasileira, em entrevista à Rádio Bandeirantes;
Rebelo enfatiza que a execução da política externa é dos diplomatas, mas a condução da diplomacia é função do governo federal e do presidente, destacando que o Brasil pratica uma "diplomacia ornamental" sem estratégias efetivas;
Ex-ministro relembra sua visita aos EUA durante o governo Lula e defende a necessidade de uma aproximação realista com os Estados Unidos para proteger os interesses brasileiros sem capitulação ou confronto.
Para Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, a diplomacia brasileira tem subestimado a importância da relação com os Estados Unidos. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Bandeirantes, no programa Jornal Gente.
A diplomacia é fundamentalmente do presidente da República. É do governo que é a diplomacia - Aldo Rebelo.
Rebelo ressaltou que, embora a execução da política externa seja responsabilidade dos diplomatas, a condução da diplomacia é função direta do governo federal e do presidente da República. Segundo o ex-ministro, o Brasil tem adotado uma “diplomacia ornamental”, marcada por eventos protocolares e ausência de estratégias efetivas para lidar com temas prioritários.
Ao lembrar de sua atuação como presidente da Câmara durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rebelo relatou que foi a primeira autoridade brasileira a visitar os Estados Unidos naquele período. “Porque não houve movimentos do poder Executivo no sentido de uma relação mais próxima com os Estados Unidos”, pontuou.
Para o ex-ministro, é necessário valorizar e retomar a relação com os Estados Unidos. “Com o vizinho que você tem, poderoso, influente e muitas vezes arrogante, você tem que manter uma aproximação muito grande para fazer dessa relação algo que nem seja a submissão, a capitulação e nem seja também o confronto.”
Ele concluiu dizendo que o Brasil precisa agir com realismo diplomático. “Buscar as soluções possíveis dentro da correlação de forças, que não é favorável ao Brasil, mas também o Brasil tem condições de proteger os seus interesses como sempre aconteceu.”
Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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