
Brinquedos Estrela
Reprodução
A fabricante Brinquedos Estrela pediu recuperação judicial, juntando-se a empresas como Pão de Açúcar e Raízen neste ano. A medida funciona como o último recurso legal antes da falência para renegociar dívidas, estender prazos e tentar manter as operações.
No pedido à Justiça, a companhia justificou a crise com dois fatores principais: a alta contínua no custo do crédito no Brasil, que encareceu os empréstimos, e a mudança nos padrões de consumo, impulsionada pela forte concorrência dos brinquedos digitais.
A situação financeira atual contrasta com o histórico da empresa. Fundada em 1937 e pioneira na bolsa de valores nos anos 1940, a Estrela marcou o mercado nacional com brinquedos como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Suzy, Genius e Comandos em Ação. A empresa também fabricou a Barbie no Brasil até o fim do acordo com a Mattel, na década de 1990.
O caso da Estrela reflete a escalada da crise corporativa no país. No ano passado, o Brasil registrou o recorde de 5.460 pedidos de recuperação judicial, um salto significativo em relação ao antigo pico de 1.800 casos registrado na recessão de 2016.
A perspectiva para 2026 é de que esse recorde seja novamente superado. O cenário de financiamentos caros e restrição de crédito continua a estrangular o caixa das empresas em vários setores, forçando inclusive diversas companhias do agronegócio a recorrerem aos tribunais para evitar a falência.
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