
Governador de Goiás, Ronaldo Caiado
Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. O anúncio, realizado na sede do partido em São Paulo, encerrou semanas de indefinição interna e posicionou Caiado como a aposta da sigla para a disputa nacional. Ao lado do presidente do partido, Gilberto Kassab, o governador apresentou as duas principais bandeiras de sua futura campanha: a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o endurecimento no combate à criminalidade.
Em seu primeiro discurso como pré-candidato, Caiado criticou o que chamou de "polarização radicalizada" que limita o país e propôs uma medida para pacificar a nação. "Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita", declarou, afirmando que a medida incluiria todos os envolvidos, inclusive o ex-presidente da República. Segundo ele, essa seria "uma amostra de que, a partir dali", iria "cuidar das pessoas", desativando o clima de confronto.
Outro pilar de sua plataforma será a segurança pública, tema no qual utilizou sua gestão em Goiás como exemplo. "Em Goiás, todos sabem, bandido não se cria", afirmou Caiado, destacando que o estado conseguiu eliminar o "novo cangaço" e zerar os assaltos a carros-fortes. A promessa é levar essa mesma abordagem de combate ao crime organizado para o âmbito federal.
A escolha de Ronaldo Caiado foi resultado de uma disputa interna que ganhou novos contornos após a desistência de um forte concorrente. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, que também era cotado, decidiu abandonar a corrida presidencial para permanecer no governo estadual. Essa movimentação fortaleceu a candidatura de Caiado, que superou o último concorrente, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Após o anúncio, Leite criticou a decisão do PSD, afirmando que ela "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada". Embora tenha expressado seu "desencanto" com a forma como a política é conduzida, garantiu que não irá discutir a deliberação do partido e que concluirá seu mandato no Rio Grande do Sul. Por outro lado, Ratinho Júnior elogiou a escolha, afirmando que o PSD apostou em "um homem aprovado como gestor e com trabalho reconhecido nacionalmente".
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