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Casal investigado por desvio de recursos do INSS presta depoimento à CPMI

Ex-procurador-geral do INSS e esposa são suspeitos de integrar esquema que desviou milhões de aposentados e mantinham padrão de luxo incompatível com a renda

Por Redação
REDAÇÃO

23/10/2025 • 09:33 • Atualizado em 23/10/2025 • 09:33

Cláudio Humberto
INSS: Polícia Federal revela que medidas contra fraude foram ignoradas

INSS: Polícia Federal revela que medidas contra fraude foram ignoradas

Reprodução/ Jornal da Band

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS realiza nesta quarta-feira (22) uma sessão considerada decisiva. O colegiado ouve o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho, e sua esposa, Thaisa Hoffmann, ambos investigados por envolvimento direto no esquema que teria desviado bilhões de reais de aposentados em todo o país.

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Segundo as apurações da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da própria CPMI, Virgílio era apontado como um dos principais elos entre o grupo criminoso e o sistema interno do INSS. Ele foi afastado do cargo em abril de 2024, quando o escândalo veio à tona.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou que o casal é suspeito de enriquecimento ilícito, com aumento de patrimônio estimado em R$ 18 milhões. Documentos obtidos pela comissão mostram que Thaisa Hoffmann é proprietária ou administradora de seis empresas usadas para lavagem de dinheiro.

Entre os bens investigados estão um automóvel Porsche de luxo, avaliado em cerca de R$ 800 mil, que segundo a CPMI pertenceria ao “careca do INSS”, apontado como o idealizador do esquema e atualmente preso. Thaisa também é citada em negociações para a compra de um apartamento de R$ 24 milhões em Balneário Camboriú (SC).

O casal chegou à CPMI com habeas corpus preventivo concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que lhes permite permanecer em silêncio e até omitir informações sem risco de prisão.

Durante a sessão, o relator Alfredo Gaspar deve apresentar mais de 100 perguntas com base em documentos e movimentações financeiras. O escândalo é considerado um dos maiores já apurados pelo Congresso Nacional, atingindo cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas, a maioria deles de baixa renda.

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