
Daniel Vorcaro
Reprodução
Novas mensagens reveladas no caso Banco Master apontam supostos repasses que podem chegar a R$ 35 milhões e envolvem o nome do ministro do STF Dias Toffoli. O material foi apreendido no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e integra relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo investigadores, o documento reúne cerca de 200 páginas de diálogos entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zetel, apontado como operador financeiro. Em uma mensagem de maio de 2024, o banqueiro teria se incomodado com a cobrança para realizar repasses ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná. Para a Polícia Federal, os valores mencionados somam R$ 15 milhões inicialmente, seguidos de novos pagamentos que totalizariam cerca de R$ 35 milhões.
A participação no empreendimento teria ocorrido por meio da empresa Maridite, administrada por familiares de Toffoli, que confirmou ter sido sócio. A REAG Investimentos, ligada ao Banco Master, também aparece na negociação e teve atividades encerradas pelo Banco Central.
Em nota, Dias Toffoli negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zetel e afirmou não ter relação com os dois. Investigadores sustentam que as datas citadas pelo ministro não coincidem com os pagamentos mencionados nas mensagens.
Diante do desgaste, Toffoli deixou a relatoria do caso, que agora está sob responsabilidade do ministro André Mendonça. Ele aguarda novo relatório da Polícia Federal para decidir os próximos passos, inclusive sobre eventual manutenção do caso no STF. No Congresso, a oposição articula a quebra de sigilo da empresa Maridite na CPI do crime organizado.
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