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Caso Porsche: veja o que se sabe sobre o julgamento de Fernando Sastre

Acusado de homicídio com dolo eventual, empresário que dirigia um Porsche e causou a morte de um motorista de aplicativo será julgado em outubro.

Por Redação
REDAÇÃO

11/05/2026 • 14:31 • Atualizado em 11/05/2026 • 15:21

Fernando Sastre Filho foi indiciado por homicídio doloso

Fernando Sastre Filho foi indiciado por homicídio doloso

Reprodução/Band

A Justiça de São Paulo marcou para os dias 29 e 30 de outubro o julgamento de Fernando Sastre Filho, o empresário que se tornou réu pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo Viana. O caso, que gerou grande comoção e debate público, ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, Zona Leste da capital. Sastre Filho responderá no Tribunal do Júri por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e por lesão corporal gravíssima contra o amigo que o acompanhava.

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Segundo as investigações, o empresário dirigia seu Porsche azul em altíssima velocidade quando atingiu violentamente a traseira do Renault Sandero de Ornaldo. O motorista de aplicativo, que voltava para casa após um dia de trabalho, não teve chance de defesa e morreu no local. Laudos da perícia indicam que o carro de luxo poderia estar a 136 km/h no momento da colisão, em uma via onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h.

O que agrava o caso são as evidências de embriaguez e a subsequente tentativa de obstrução da justiça. Testemunhas afirmaram que Sastre Filho havia consumido bebidas alcoólicas em um restaurante e em uma casa de pôquer antes de pegar o volante, e que amigos tentaram impedi-lo de dirigir. No local do acidente, uma ação de sua mãe, que o retirou da cena sob a alegação de que o levaria para um hospital, impediu a realização do teste do bafômetro e a prisão em flagrante. Imagens de câmeras corporais de policiais militares registraram o empresário com a fala pastosa, um forte indício de embriaguez.

Desde o início do processo, a defesa de Fernando Sastre Filho já entrou com oito pedidos de liberdade, todos negados pelo Judiciário, que entendeu a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública e evitar interferências na investigação. Atualmente, ele aguarda o julgamento detido em uma unidade prisional no interior de São Paulo. O caso se tornou um símbolo da discussão sobre a impunidade em crimes de trânsito cometidos por indivíduos de alto poder aquisitivo, e a decisão do júri em outubro é aguardada com grande expectativa pela sociedade.

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