
Praias impróprias
Reprodução/Cetesb
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) informou que 152 das 175 praias monitoradas no litoral paulista estão próprias para banho, o equivalente a 87% do total. Os dados constam do boletim semanal divulgado nesta semana e indicam melhora nas condições de balneabilidade neste fim de ano.
Segundo a gerente do setor de qualidade de águas litorâneas da CETESB, Cláudia Lamparelli, a classificação é atualizada semanalmente com base em análises microbiológicas da água do mar. Técnicos realizam coletas em pontos fixos ao longo de todo o litoral, e as amostras são avaliadas quanto à presença de bactérias indicadoras de poluição fecal, conforme critérios definidos por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente.
A melhora recente está associada à redução das chuvas nas últimas semanas. Em períodos chuvosos, a água da chuva carrega esgoto e poluição difusa dos cursos d’água até o mar, o que pode tornar as praias impróprias temporariamente. Com menos precipitação em novembro e dezembro, houve queda no número de praias com restrição ao banho.
A CETESB recomenda que os banhistas consultem a situação das praias antes de entrar no mar. As informações estão disponíveis no site da companhia, com mapas por município e região, e também em aplicativo para celular. Nas praias, a sinalização é feita com bandeiras: verde para praia própria e vermelha para imprópria.
Entre as orientações de segurança, a companhia indica aguardar pelo menos 24 horas após chuvas intensas antes de entrar no mar e evitar áreas próximas a desembocaduras de rios e canais. Esses pontos concentram maior risco de contaminação.
Sobre saneamento, a CETESB reconhece avanços ao longo dos anos, mas explica que ainda há desafios, como ligações clandestinas e ocupações sem rede de esgoto. Em municípios com grande fluxo sazonal de turistas, a pressão sobre a infraestrutura aumenta significativamente no verão.
A companhia esclarece que a classificação de balneabilidade se refere exclusivamente à qualidade da água, não da areia. Embora haja estudos e monitoramentos pontuais sobre a areia, não existe padrão legal que permita classificá-la como própria ou imprópria. A cor da água também não é um indicador confiável de contaminação, já que água aparentemente limpa pode estar imprópria e água turva nem sempre representa risco.
Na Baixada Santista, a concentração de praias impróprias tende a ser maior devido à densidade populacional, ao aumento expressivo de visitantes no verão e a características locais, como baías fechadas com menor circulação de água e canais que deságuam diretamente no mar.
A CETESB destaca que o monitoramento contínuo subsidia ações das prefeituras para identificar e corrigir fontes de poluição, condição essencial para a melhoria permanente da qualidade das praias no estado.
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