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Chefão do PCC preso na Bolívia será extraditado ao Brasil

Gerson Palermo, conhecido como Pigmeu, estava foragido desde 2020 após romper tornozeleira eletrônica.

Por Redação
REDAÇÃO

27/05/2026 • 09:08 • Atualizado em 27/05/2026 • 09:08

A Bolívia deve extraditar nos próximos dias Gerson Palermo, conhecido como Pigmeu, apontado pela polícia como um dos chefes da facção criminosa PCC no Mato Grosso do Sul.

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O criminoso escapou do Brasil depois que uma decisão judicial autorizou sua prisão domiciliar. Ele estava foragido havia seis anos.

Condenações e crimes

Segundo a polícia, Palermo tem 68 anos e acumula condenações que somam quase 126 anos de prisão.

Entre os crimes atribuídos a ele estão tráfico internacional de drogas e o roubo de um avião.

O assalto aconteceu em agosto de 2000, cerca de 20 minutos após a decolagem de um Boeing em Foz do Iguaçu. Criminosos armados invadiram a cabine da aeronave e obrigaram o piloto a pousar no interior do Paraná.

A quadrilha roubou malotes com cerca de R$ 5,5 milhões.

Segundo as investigações, Pigmeu, que também é piloto, participou da ação.

Prisão e fuga

Em 2017, Palermo foi preso acusado de traficar cocaína da Bolívia para o Brasil em aviões.

Duas apreensões somaram mais de 800 quilos da droga.

Em 2020, o desembargador Divoncir Xirene Maran, do Mato Grosso do Sul, autorizou a prisão domiciliar de Pigmeu, mesmo sem laudo médico que comprovasse o quadro de saúde alegado pela defesa.

Horas depois de deixar a penitenciária, o traficante rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.

Investigação do CNJ

O caso foi revelado em reportagens que também mostraram a aposentadoria compulsória do desembargador pelo Conselho Nacional de Justiça.

Segundo o CNJ, houve indícios de irregularidades na decisão e suspeitas de que o habeas corpus já estaria pronto antes mesmo de chegar ao gabinete do magistrado.

O desembargador nega irregularidades.

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