Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Cinco suspeitos de envolvimento na morte de ex-delegado-geral deixam a prisão

Polícia conclui primeira fase do inquérito e Justiça libera cinco investigados por não atuarem diretamente na execução.

Por Redação
REDAÇÃO

17/11/2025 • 08:57 • Atualizado em 17/11/2025 • 08:57

Suspeitos do caso Ruy Ferraz deixam a prisão

Suspeitos do caso Ruy Ferraz deixam a prisão

Reprodução/ Brasil Urgente

A Polícia Civil de São Paulo concluiu a primeira fase do inquérito que investiga o assassinato do ex-delegado-geral Rui Ferraz Fontes. Ele foi morto a tiros de fuzil em 15 de setembro, na cidade de Praia Grande, na Baixada Santista. O relatório apresentado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) resultou no pedido de indiciamento de 12 pessoas por envolvimento no crime.

Compartilhar

De acordo com as autoridades, a Justiça decidiu que cinco desses investigados não participaram diretamente da execução. Por essa razão, eles vão responder em liberdade, mas deverão cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Os liberados são José Nildo da Silva, apontado como responsável por dar cobertura a um dos atiradores, e Daesly Oliveira Pires, namorada de um dos envolvidos e suspeita de buscar um dos fuzis utilizados no ataque.

Também estão entre os beneficiados Rafael Marcel Dias Simões, conhecido como Jaguar e identificado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC); além de Luiz Henrique Batista, chamado de Fofão do Litoral, e Danilo Pereira Pena, o Matemático. Segundo o inquérito, Jaguar teria auxiliado na fuga de Luiz Henrique para a região metropolitana de São Paulo. O deslocamento, conforme apuração policial, teria sido determinado por Danilo Pena.

Os outros sete suspeitos seguem presos. A Justiça converteu as prisões temporárias em preventivas, após a Polícia Civil apontar indícios de participação direta na execução do ex-delegado-geral. Dois desses investigados estão foragidos. Eles responderão por homicídio qualificado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e participação em organização criminosa. Há ainda acusações relacionadas à tentativa de homicídio, uma vez que o ataque teria colocado outras pessoas em risco.

A conclusão desta primeira etapa do inquérito reforça a linha de investigação que atribui o crime a uma ação coordenada, envolvendo diferentes funções dentro da estrutura de uma facção criminosa. O DHPP destacou que o ataque foi planejado e executado por um grupo com divisão clara de tarefas, desde a logística de obtenção das armas até o apoio para fuga dos atiradores.

A morte de Rui Ferraz Fontes mobilizou equipes especializadas da Polícia Civil e ampliou a atenção sobre disputas e retaliações envolvendo facções criminais no estado. O prosseguimento das investigações deve aprofundar a análise sobre as motivações do ataque e a participação dos suspeitos que continuam presos ou foragidos.

Tópicos relacionados