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Clássico entre Corinthians e Palmeiras tem confusão e caso de racismo

Derby foi marcado por expulsões, tumulto fora de campo e denúncia de injúria racial

Por Redação
REDAÇÃO

13/04/2026 • 11:25 • Atualizado em 13/04/2026 • 11:25

Corinthians e Palmeiras

Corinthians e Palmeiras

Reprodução/Meu Timão

O clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado neste domingo, foi marcado por tensão dentro e fora de campo. Com poucas oportunidades de jogo efetivo, a partida ficou caracterizada por faltas, paralisações e confusões, incluindo expulsões e episódios extracampo que repercutiram após o apito final.

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Durante o jogo, o árbitro Flávio Rodrigues aplicou dois cartões vermelhos em meio a um ambiente de constantes interrupções. O confronto teve mais disputas físicas e discussões do que lances de bola rolando, refletindo o clima acirrado típico do Derby paulista, mas que ultrapassou o limite esportivo em diversos momentos.

Após a partida, uma confusão no túnel de acesso aos vestiários também chamou atenção. Jogadores e membros das comissões técnicas se envolveram em um empurra-empurra. O técnico Fernando Diniz minimizou o episódio, classificando a situação como comum em clássicos e sem maior gravidade. No entanto, o Corinthians divulgou nota afirmando que atletas teriam sido agredidos por seguranças do Palmeiras.

Do lado palmeirense, o atacante Luighi procurou uma delegacia para realizar exame de corpo de delito, alegando agressão. O caso ainda está sob análise das autoridades, que avaliam imagens e relatos para determinar eventuais punições. Até o momento, não há definição sobre possíveis punições relacionadas ao episódio.

Além da confusão física, o clássico também foi marcado por um caso de injúria racial. Durante a partida, o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, foi alvo de ofensas racistas vindas da arquibancada. O episódio ganhou repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais.

O Palmeiras se manifestou oficialmente, repudiando o ocorrido e cobrando a identificação e responsabilização dos envolvidos. O clube classificou o ato como incompatível com valores civilizatórios e prestou solidariedade ao atleta.

O Corinthians também divulgou nota em que condena o racismo e afirma que irá colaborar com as investigações para identificar os responsáveis. O clube reforçou seu compromisso com o combate à discriminação dentro e fora dos estádios.

O episódio reacende o debate sobre a violência no futebol brasileiro, que vai além das quatro linhas. Casos de racismo, homofobia e agressões seguem sendo registrados com frequência, inclusive em competições nacionais, o que amplia a preocupação de autoridades e entidades esportivas.

Enquanto isso, a partida em si acaba ofuscada pelos acontecimentos paralelos. O clássico, que deveria ser destaque pelo desempenho esportivo, termina marcado por episódios disciplinares e pela necessidade de respostas mais efetivas contra práticas discriminatórias no futebol.