A ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi demitida nesta terça-feira (25) e será substituída por Alexandre Padilha, que ocupava o cargo de ministro das Relações Institucionais. A demissão, comunicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois de um evento no Palácio do Planalto, acontece após quase um ano de "fritura" da ministra.
A análise do tema é do comentarista do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, Cláudio Humberto.
A mais longa e mais cruel. Não tenho memória de ministros que tenham sofrido esse processo de desgaste, e tudo isso comandado pelo próprio substituto, Alexandre Padilha
Segundo o comentarista, Padilha acabou sendo excluído do processo de articulação política com o Congresso e, na época, o próprio Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que os parlamentares "não queriam mais conversa com Padilha".
"E ele ficou sem ter o que fazer. Quem fica desocupado no exercício do cargo de ministro começa a conspirar e ele escolheu como alvo a ministra da Saúde. A primeira notícia de que ela iria cair data de março do ano passado. Estamos falando de quase um ano de fritura", disse Cláudio Humberto.
A gestão de Nísia Trindade sofria críticas, como no combate a dengue. "O desempenho da pasta deixa muito a desejar, mas o governo inteiro também deixa muito a desejar. Agora, Nísia Trindade está fora", avaliou.
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