O comentarista Cláudio Humberto afirmou nesta segunda-feira (3), no Jornal Gente, que a CPI do Crime Organizado, prevista para ser instalada no Senado nesta terça-feira, deve investigar autoridades que colaboraram, por omissão ou decisões equivocadas, com o fortalecimento do crime organizado no Brasil. A comissão pretende apurar a atuação de facções criminosas que aterrorizam populações no Rio de Janeiro e em outros estados.
Segundo Humberto, o país vive um quadro de avanço do narcotráfico e de falta de reação do governo federal. “São narcoterroristas, como todos sabemos. O que se espera dessa CPI é que, se não for possível convocar criminosos foragidos, ao menos se investigue autoridades dos três poderes que têm contribuído para a expansão dessas organizações”, declarou.
O jornalista criticou também o que classificou como negligência da União no combate ao crime. “Em cada negativa do governo federal, em cada recusa de emprestar um blindado para destruir as estruturas erguidas pelos bandidos, o crime se fortalece”, disse.
O comentarista ressaltou que a CPI surge em meio à pressão por uma resposta nacional ao avanço das facções criminosas, especialmente após a megaoperação no Rio. “Há uma guerra em curso, e o governo não só não faz nada, como nega ajuda ao estado”, afirmou.
Além da nova CPI, Humberto destacou que o Congresso também se movimenta em outras frentes. A CPMI dos Aposentados realiza sessão nesta segunda-feira (3) para ouvir o sindicalista Abraão Lincoln Ferreira da Coisa, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema que teria desviado R$ 222 milhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
O comentarista criticou ainda o uso frequente de habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal que permitem a investigados se calarem diante das comissões. “Isso esvazia a função investigativa do Parlamento e perpetua a impunidade”, avaliou.
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