O comentarista Cláudio Humberto critica o pacto contra o feminicídio anunciado pelo governo Lula e classifica a iniciativa como um movimento sem ações concretas. Segundo ele, o evento realizado com a participação dos chefes dos Três Poderes teve caráter político e eleitoral, voltado mais à repercussão pública do que à efetividade no combate à violência contra a mulher.
De acordo com Cláudio Humberto, dados oficiais mostram que, em 2025, o governo federal executou apenas R$ 8 milhões dos R$ 277 milhões previstos no Orçamento para ações de prevenção e enfrentamento aos crimes contra a mulher. Os recursos haviam sido destinados pelo Congresso Nacional, por meio de programas do Ministério das Mulheres e emendas parlamentares.
O comentarista destaca que a baixa execução orçamentária ocorreu justamente em um período de agravamento do problema. Dados de janeiro a setembro indicam aumento de 26% nos casos de feminicídio, com mais de 2.700 tentativas registradas e quase 3 mil mulheres assassinadas por motivação de gênero no período analisado.
Na análise de Cláudio Humberto, o anúncio do pacto surge como reação às críticas recentes sobre a falta de investimentos efetivos na área. Ele afirma que o enfrentamento ao feminicídio exige medidas práticas, aplicação de recursos e políticas públicas permanentes, e não apenas discursos ou eventos simbólicos em ano eleitoral.
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