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Claudio Zaidan: Netanyahu promete "Caçar o Hezbollah onde quer que seja"

Comentarista aponta que ofensiva israelense é indiscriminada e que acordo de paz está à beira do colapso por divergências sobre Líbano e programa nuclear iraniano.

Por Redação
REDAÇÃO

09/04/2026 • 10:18 • Atualizado em 09/04/2026 • 10:18

Netanyahu

Netanyahu

Reuters

A declaração do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que "vai caçar o Hezbollah onde quer que seja", serve como pretexto para uma violenta expansão militar em território libanês. Para o comentarista Cláudio Zaidan, a justificativa é "conversa mole para boi dormir" e mascara ataques indiscriminados contra civis, colocando um frágil acordo de paz à beira do colapso.

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Em sua análise, Zaidan argumenta que a ofensiva israelense, que agora inclui avanço terrestre, demonstra um "desprezo total pela vida". "Se você joga uma bomba ou um míssil em um prédio residencial ou em postos de saúde, você não sabe quem você está matando", afirma, contrastando a tática com operações de comando, que teriam o discernimento para separar alvos de civis. Ele ressalta que os ataques atingem não apenas o sul do Líbano, mas também a capital Beirute e até vilarejos cristãos e sunitas, sem qualquer relação com o Hezbollah, que é xiita.

A escalada de violência ocorre em um momento crítico. "Só ontem, portanto, menos de 24 horas depois do anúncio do acordo de cessar fogo entre os Estados Unidos e o Irã, 254 libaneses morreram nesses ataques", pontua Zaidan.

Segundo o comentarista, o acordo está "no penhasco" por conta de dois pontos cruciais. O primeiro é a questão libanesa. Zaidan afirma, citando o governo do Paquistão como mediador, que o documento original previa a cessação de "todas as hostilidades", incluindo as de Israel no Líbano. Ele acusa a liderança americana de mentir ao negar essa cláusula. "São mentirosos, porque está no acordo a questão libanesa", declara.

O segundo ponto de atrito é o programa nuclear iraniano. O acordo permitiria ao Irã o enriquecimento de urânio sob a garantia de não produzir armas nucleares, mas a posição dos EUA agora é de que o Irã "não pode enriquecer coisa alguma".

Com um encontro decisivo amanhã em Islamabad, no Paquistão, a situação é crítica. "O acordo pode ser resgatado, mas neste momento ele está muito próximo de ser sepultado", conclui Zaidan, enquanto a Europa se limita a protestos verbais e "o Líbano não tem condição de se defender".

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