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Condenados por chacina no DF recebem penas que somam mais de 1.200 anos

Cinco réus foram responsabilizados por assassinato de dez pessoas da mesma família em crime ocorrido entre 2022 e 2023

Por Redação
REDAÇÃO

20/04/2026 • 09:26 • Atualizado em 20/04/2026 • 09:26

Chacina no DF

Chacina no DF

Freepik

Cinco homens foram condenados pelo assassinato de dez pessoas da mesma família no caso que ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal. Após seis dias de julgamento em júri popular, as penas somadas ultrapassam 1.250 anos de reclusão. A sentença foi anunciada na noite do último sábado, em meio à forte comoção de familiares das vítimas.

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Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e envolveram uma série de delitos, incluindo homicídios qualificados, sequestro, extorsão, ocultação de cadáver, associação criminosa e corrupção de menores. O caso mobilizou autoridades ao longo de meses de investigação e julgamento.

De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal, o crime foi premeditado com o objetivo de tomar posse de uma chácara avaliada em cerca de R$ 2 milhões, localizada na região administrativa do Itapuã. A motivação patrimonial foi apontada como elemento central da ação criminosa.

Entre os condenados, Gideon Batista de Menezes foi identificado como o mentor do crime e recebeu a maior pena: quase 398 anos de prisão. Carloman dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, seguido por Horácio Carlos Ferreira Barbosa, com 300 anos, e Fabrício Silva Canhedo, que recebeu pena de 202 anos.

Carlos Henrique Alves da Silva, apontado como responsável por atuar no cativeiro das vítimas, foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto. As sentenças refletem o entendimento do júri sobre a participação individual de cada acusado no esquema criminoso.

O juiz responsável pelo caso destacou a gravidade dos fatos ao afirmar que, em mais de três décadas de atuação, nunca havia conduzido um processo com tamanho impacto. O promotor de Justiça Marcelo Leite também classificou o caso como o mais chocante de sua carreira, ressaltando o envolvimento emocional de todos os envolvidos no julgamento.

Ao longo do processo, foram ouvidas 18 testemunhas, além dos interrogatórios dos acusados. Os jurados analisaram mais de 500 quesitos antes de chegar à decisão final.

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