
Trump em coletiva
Reprodução/Band
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a ofensiva militar contra o Irã pode se estender por quatro a cinco semanas. A afirmação foi feita durante cerimônia em homenagem a soldados americanos mortos em combate, na qual o conflito no Oriente Médio dominou o discurso.
Trump reiterou que os objetivos dos Estados Unidos são claros: destruir a capacidade nuclear iraniana e impedir o desenvolvimento de novos sistemas ligados ao programa atômico. Segundo ele, as ações militares já estariam reduzindo estruturas estratégicas, incluindo alvos navais. O presidente voltou a afirmar que não permitirá que o Irã obtenha arma nuclear.
O republicano também criticou o acordo firmado no governo de Barack Obama, classificando-o como inadequado. Ele afirmou que o regime iraniano não pode continuar financiando grupos armados fora de suas fronteiras.
Mais cedo, Trump utilizou as redes sociais para prometer um ataque ainda mais forte do que o realizado no sábado, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ofensiva coordenada contra alvos iranianos. Os ataques ocorreram poucos dias após nova rodada de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear.
Os Estados Unidos afirmam ter obtido informações de que o Irã estaria enriquecendo urânio com potencial para construção de bomba atômica, acusação negada por Teerã. Desde o início dos confrontos, quase 560 mortes foram contabilizadas, a maioria em território iraniano.
O Irã respondeu com drones e mísseis contra bases americanas em seis países da região, o que levou ao fechamento do espaço aéreo em áreas estratégicas e à interrupção do tráfego no Estreito de Hormuz, por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.
Entre as vítimas estão chefes militares iranianos e o líder supremo Ali Khamenei. Especialistas apontam que, apesar do abalo interno, o regime mantém estrutura institucional capaz de conduzir a sucessão.
Analistas também avaliam que eventual derrota do Irã representaria revés estratégico para Rússia e China na região. Até o momento, não há indicação de intervenção direta dessas potências no conflito.
A ampliação do prazo da operação indica que a crise pode se prolongar, mantendo instabilidade no Oriente Médio e reflexos globais nos campos político e econômico.
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