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Conflito no Oriente Médio gera crise econômica global; veja o que se sabe

Preço do petróleo pode chegar a 100 dólares o barril, gás natural sobe 20% e bolsas de valores registram quedas bruscas em meio à tensão na região.

Por Redação
REDAÇÃO

02/03/2026 • 09:02 • Atualizado em 02/03/2026 • 09:02

Ataque dos EUA e Israel ao Irã

Ataque dos EUA e Israel ao Irã

REUTERS/Rami Shlush

O conflito em andamento no Oriente Médio já provoca fortes reflexos na economia global, com destaque para a disparada nos preços de energia. O preço do petróleo registra, no momento, uma alta de mais de 7%, sendo comercializado a cerca de 78 dólares o barril, após ter atingido um pico de 13% no início da manhã. O gás natural, que garante o fornecimento de energia para grande parte da Europa, também abriu os mercados internacionais com um aumento superior a 20%, evidenciando a gravidade da situação.

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Essa volatilidade está diretamente ligada à instabilidade no Irã, um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Além da sua vasta produção, o país controla o Estreito de Hormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas para o escoamento de petróleo global. Grande parte do combustível produzido não só no Irã, mas também na Arábia Saudita e em outros grandes produtores, depende dessa rota. Com a ameaça de novos ataques na região, a estrutura de fornecimento global está em risco.

Empresas de análise de investimentos já projetam um cenário pessimista, no qual o preço do barril de petróleo pode atingir a marca de 100 dólares, o que impactaria severamente os mercados, inclusive no Brasil. A tensão já é visível na logística mundial: muitos navios carregados com combustível estão paralisados, aguardando para atravessar o Estreito de Hormuz com segurança. Embora o Irã afirme que a passagem está aberta, investidores globais temem que a continuidade dos objetivos norte-americanos na região leve a novos ataques, afetando o fluxo de petróleo.

O impacto da crise não se limita ao setor de energia. A instabilidade já afeta empresas de tecnologia, como a Amazon, que viu seus serviços de fornecimento de internet serem prejudicados no Oriente Médio. Bolsas de valores na Ásia e na Europa já registraram quedas bruscas que levaram a paralisações temporárias (circuit breakers), um movimento que deve se repetir em outros mercados ao redor do mundo conforme a crise se aprofunda.

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