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Congresso mantém quebra de sigilo de Lulinha e acirra crise com o governo

Davi Alcolumbre nega recurso do governo e agrava o desgaste político em meio às investigações da CPMI do INSS em ano eleitoral.

Por Redação
REDAÇÃO

04/03/2026 • 08:45 • Atualizado em 04/03/2026 • 08:45

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Estadão Conteúdo

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, decidiu manter a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. A confirmação foi dada após uma análise da advocacia do Senado, que orientou pela não interferência da presidência da Casa na deliberação da comissão.

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A quebra de sigilo foi aprovada pela CPMI em 26 de fevereiro, em uma sessão descrita como atípica, uma vez que a comissão possui maioria de membros da base governista. A aprovação gerou forte reação do governo, que acusou o presidente da comissão, Carlos Viana, de manobrar a votação para dar contornos eleitorais à investigação. Parlamentares governistas alegaram que a votação ocorreu sem a devida contagem de votos e que teriam número suficiente para barrar a medida, caracterizando o que chamaram de "golpe da oposição".

Com a manutenção da decisão por Alcolumbre, a CPMI receberá os documentos bancários de Lulinha, o que representa uma derrota política para o Palácio do Planalto e potencializa o desgaste do governo em um ano eleitoral. O caso, no entanto, ganhou nova complexidade com a informação de que o governo federal já conduzia, desde janeiro, investigações sobre o filho do presidente. Esses dados estariam sob sigilo em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da aprovação da quebra de sigilo no âmbito da CPMI, as apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre o escândalo no INSS não apresentaram, até o momento, menções diretas que liguem Fábio Luiz Lula da Silva às irregularidades investigadas. A análise dos dados bancários pela comissão será o próximo capítulo na apuração, que se desenrola em meio a um cenário de acentuada disputa política entre governo e oposição no Congresso.

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