Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Conmebol muda regra após polêmica com tamanho do campo em jogo do Palmeiras

O empate do Palmeiras contra o Cerro Porteño, no Paraguai, pela fase de grupos da Libertadores, rendeu mais do que apenas um ponto na tabela.

Bruno Miliozi
BRUNO MILIOZI

30/04/2026 • 21:03 • Atualizado em 30/04/2026 • 21:03

A reclamação persistente do técnico Abel Ferreira sobre a alteração das dimensões do gramado do Estádio General Pablo Rojas surtiu efeito imediato na confederação sul-americana.

Compartilhar

A circular da Conmebol

Antes da partida, o Cerro Porteño reduziu a largura do campo em 4 metros (dois de cada lado), estreitando o gramado para 64 metros. Embora a medida ainda esteja dentro dos limites mínimos permitidos pela Fifa, a estratégia visava claramente dificultar o jogo de velocidade pelas pontas, uma das principais armas do Verdão.

Em resposta, a Conmebol enviou uma circular a todos os clubes da Libertadores e da Sul-Americana definindo uma nova diretriz: o tamanho do campo não pode ser alterado durante a competição. O clube deve definir as medidas no início do torneio e mantê-las até o fim, evitando que adversários usem essa brecha para prejudicar características específicas de visitantes jogo a jogo.

Prejuízo técnico e tático

Na bancada do programa, os comentaristas analisaram o impacto real da mudança. Para o ex-goleiro Sérgio, o Palmeiras foi o maior prejudicado pela manobra paraguaia.

Falta de espaço: "Diminuir 4 metros na largura faz muita diferença para um time rápido e veloz como o Palmeiras. Tirou o espaço para trabalhar a bola e envolver o adversário fisicamente", pontuou o comentarista.

Postura de Abel: Além do campo, as escolhas do treinador foram questionadas. A crítica recaiu sobre a demora em mexer na equipe quando o Cerro Porteño começou a pressionar no segundo tempo.

O fetiche pelo placar mínimo

Um dado estatístico trazido pelo repórter Bruno Miliozi chamou a atenção: nos últimos 16 jogos (entre Libertadores e Brasileirão), o Palmeiras não venceu nenhuma partida por mais de dois gols de diferença.

"É um time que se defende muito bem, mas que, ao fazer 1 a 0, abdica de ter a bola e 'senta' no resultado. Essa postura de se abraçar na defesa incomoda parte da torcida, especialmente em jogos onde o adversário é tecnicamente inferior", analisou Miliozi.

O empate com sabor de derrota no Paraguai mantém o Palmeiras em uma situação confortável para a classificação, mas acende o alerta sobre a capacidade do time de ampliar resultados e gerir melhor o cansaço de peças chaves como Andreas e Arias.