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Conselho do São Paulo marca votação sobre impeachment de Júlio Casares

Deliberativo vai decidir na próxima quarta-feira, dia 14, se processo avança após novas investigações sobre movimentações financeiras envolvendo o presidente e o clube

PAULO DO VALLE

07/01/2026 • 11:37 • Atualizado em 07/01/2026 • 11:37

Julio Casares, presidente do São Paulo

Julio Casares, presidente do São Paulo

Divulgação/saopaulofc.net

O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação que vai decidir se terá continuidade o processo de impeachment do presidente Júlio Casares. A pauta ganhou força após novas investigações apontarem movimentações financeiras consideradas suspeitas, tanto em contas ligadas ao dirigente quanto em contas do próprio clube.

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De acordo com informações divulgadas pelo ge, há registros de transações envolvendo familiares de Casares, como a ex-esposa Mara Casares e a filha do presidente. As movimentações estão sendo analisadas e passaram a integrar o debate em um momento sensível da política interna do Tricolor Paulista.

Na noite de terça-feira, o Conselho Consultivo se reuniu com a presença do próprio Júlio Casares, além de ex-presidentes do clube e membros do Conselho Deliberativo. Ao final do encontro, houve uma indicação contrária à continuidade do processo, com apenas o conselheiro José Ferreira votando a favor do prosseguimento. A decisão, no entanto, tem caráter apenas consultivo e não interfere diretamente na votação marcada para a próxima semana.

Para que o impeachment avance, será necessário o apoio de 171 votos, dentro de um universo de aproximadamente 250 conselheiros. Caso esse número seja atingido, o processo segue para a Assembleia de Sócios, etapa que envolve um colégio eleitoral ainda maior.

Até o momento, Júlio Casares não sinaliza intenção de renunciar ao cargo. Nos bastidores, há relatos de conversas, inclusive com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, no sentido de que o dirigente tente se manter à frente do clube. A defesa do presidente afirma que todas as movimentações são lícitas e que poderão ser devidamente comprovadas.

O São Paulo acompanha os desdobramentos com cautela, enquanto o avanço das investigações aumenta a pressão sobre a atual gestão.

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