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Contrato do Banco Master com família de Lewandowski amplia suspeitas

Escritório da esposa e do filho do então ministro da Justiça recebeu R$ 250 mil mensais do banco investigado pela Polícia Federal.

Por Redação
REDAÇÃO

27/01/2026 • 12:05 • Atualizado em 27/01/2026 • 12:05

Ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

Ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos com a revelação de que o escritório de advocacia da família do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, manteve contrato com a instituição financeira durante o período em que ele integrava o governo Lula.

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O contrato teve início em 2023 e se estendeu até 2025, com pagamento mensal de R$ 250 mil ao escritório onde atuam a esposa e o filho do ministro. Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em 2024 e deixou o cargo no início de 2026. Segundo sua assessoria, ele estava formalmente afastado da advocacia enquanto exercia a função de ministro de Estado.

A contratação foi inicialmente divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pela Rádio Bandeirantes. De acordo com apuração, a indicação do escritório partiu do senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, que afirmou considerar Lewandowski um jurista de notório saber.

O caso chama atenção porque, enquanto o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Lewandowski era o chefe hierárquico da Polícia Federal, responsável pelas investigações que agora atingem o Banco Master. A relação contratual entre o banco e o escritório ligado à família do ministro levantou questionamentos sobre possível conflito de interesse.

As apurações também revelam que o Banco Master manteve contratos com outros escritórios de advocacia ligados a autoridades, incluindo o da família do ministro Alexandre de Moraes. Embora essas relações possam ser legais, a proximidade com integrantes do poder público reforça as suspeitas sobre a influência do banqueiro Daniel Vorcaro em diferentes esferas institucionais.

Diante da repercussão, a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo informou que discute a criação de um código de ética específico para magistrados. O inquérito sobre o Banco Master segue em andamento e há expectativa de que a investigação seja remetida à primeira instância após o Carnaval.

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