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COP30 em Belém: Lula evita tema do petróleo e foca no agro sustentável

Conferência do clima começa no Pará com 50 mil participantes e destaque para o pavilhão do agro; Lula adota tom cauteloso sobre exploração de petróleo.

Por Redação
REDAÇÃO

10/11/2025 • 09:38 • Atualizado em 10/11/2025 • 09:38

Lula evita falar sobre petróleo na COP30 em Belém

Lula evita falar sobre petróleo na COP30 em Belém

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A COP30 foi oficialmente aberta nesta segunda-feira (10) em Belém do Pará, com a presença de mais de 50 mil participantes de diversos países. O Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, acompanha o evento diretamente da capital paraense, que sedia a conferência do clima até o dia 21 deste mês.

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O repórter Pedro Campos destacou que, embora as discussões políticas tenham começado na semana anterior, com a cúpula de líderes, é nesta segunda que têm início as atividades oficiais, com debates, painéis e eventos simultâneos. Uma das novidades desta edição é a AgriZone, o pavilhão do agronegócio, localizado na sede da Embrapa, com participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O espaço promove rodadas de conversa e apresenta dados sobre o agro brasileiro, destacando a preservação ambiental e a produção sustentável de quem planta e cria no país. A advogada Samanta Pineda, especialista em direito ambiental, afirmou em entrevista que é preciso equilibrar desenvolvimento e vigilância ambiental. Segundo ela, o crime organizado tem se aproveitado da ausência de fiscalização para explorar ilegalmente as riquezas da Amazônia.

Entre os temas mais sensíveis da COP30 está a exploração de petróleo na Foz do Amazonas — assunto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem evitado abordar publicamente. Especialistas afirmam que a transição energética não deve ser encarada como ruptura, mas como um processo gradual de substituição de matrizes, e que o debate sobre o petróleo precisa ser enfrentado dentro desse contexto.

A conferência também tem gerado repercussão internacional após um artigo de Bill Gates, que defendeu o foco em saneamento e desenvolvimento humano, provocando reações nos bastidores da cúpula climática.

A expectativa é que o financiamento climático siga como um dos principais temas da COP30. Países presentes já anunciaram 5,5 bilhões de dólares em investimentos — valor ainda distante da meta de 625 bilhões de reais proposta pelo governo brasileiro para a preservação das florestas tropicais.

Outro ponto de destaque é a segurança alimentar, tema diretamente ligado ao agronegócio. Segundo Pedro Campos, “para ter prato de comida, precisa ter plantação, e para isso é necessário um agro sustentável”.

O Brasil busca aproveitar a conferência para reafirmar sua liderança nas políticas de preservação ambiental e de produção sustentável, com Lula defendendo o papel estratégico do país na transição para uma economia verde.

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