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COP30 termina em fracasso diplomático e reforça estereótipos da Amazônia

Evento sofre com falhas logísticas, ausência de líderes globais, incêndios e perda de protagonismo do Brasil no debate climático

Por Redação
REDAÇÃO

21/11/2025 • 11:22 • Atualizado em 21/11/2025 • 11:22

Cláudio Humberto
COP30 - Belém 2025

COP30 - Belém 2025

Divulgação

A COP30, realizada em Belém, encerrou-se com críticas contundentes sobre sua condução e resultados. O jornalista Cláudio Humberto, em balanço feito no Jornal Gente, classificou a conferência como um “espetáculo de desorganização, ausência e simbolismo trágico”. Anunciada como a “COP da Amazônia”, o evento terminou frustrando expectativas nacionais e internacionais.

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Desde o início, falhas logísticas comprometeram a organização: delegações perderam voos, credenciais sumiram, o transporte colapsou, e hotéis superfaturados ofereceram quartos sem água ou energia. A segurança, tratada como prioridade presidencial, também falhou — houve furtos, assaltos a jornalistas e até invasão de áreas restritas por ativistas.

A situação levou o secretário-geral adjunto da ONU a enviar uma carta formal ao governo brasileiro, denunciando “condições indignas” para uma conferência do clima. A ausência dos chefes de Estado dos Estados Unidos, China e Rússia — os maiores emissores de gases do planeta — foi interpretada como um boicote silencioso ao evento. Tampouco compareceram líderes do Mercosul ou do BRICS, blocos onde o Brasil tem papel de destaque.

O presidente Lula discursou para plenárias esvaziadas de líderes e ocupadas por ONGs de perfil radical, que hostilizaram qualquer proposta de realismo energético. A principal proposta do Brasil — o mapa global dos combustíveis fósseis — naufragou. Os países produtores se recusaram a aderir, a Europa recuou, e o texto final sequer deve mencionar os fósseis, salvo em caráter simbólico.

No penúltimo dia do evento, um incêndio destruiu o pavilhão da sociodiversidade, onde banners traziam a inscrição “floresta em pé”. Coincidentemente, naquele mesmo momento, a floresta amazônica ardia em chamas. Só no Pará, os focos de incêndio em novembro bateram recordes históricos. A imagem do pavilhão em chamas percorreu o mundo com mais impacto do que qualquer declaração oficial.

Cláudio Humberto concluiu que o Brasil, ao tentar liderar o debate climático, reforçou estereótipos que deveria combater: desorganização, radicalismo retórico e isolamento diplomático. "Depois dessa COP, queima também a credibilidade de quem jurou proteger a floresta", afirmou.

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