Resumo
Abertura da Copa do Mundo de 2026 reúne México e África do Sul, mobilizando comunidades mexicanas e sul-africanas residentes em São Paulo para acompanhar o jogo inaugural.
Dados do Observatório das Migrações Internacionais indicam presença de 7.007 mexicanos e 1.188 sul-africanos no Brasil, com concentração significativa dessas comunidades na capital paulista, que se tornou ponto de encontro e celebração de eventos tradicionais.
Expectativa pela estreia movimenta mexicanos como René Bárcenas e sul-africanos como Nijutsu Siba, que organizam reuniões e participam de festividades culturais, destacando a influência das culturas mexicana e africana em São Paulo por meio de festas, gastronomia e manifestações artísticas.
A abertura da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente México e África do Sul, mas a expectativa pelo confronto não está restrita aos torcedores que vivem nos dois países. Em São Paulo, comunidades mexicanas e sul-africanas também se preparam para acompanhar a estreia de suas seleções no Mundial.
Dados do Observatório das Migrações Internacionais, com base em informações da Polícia Federal, apontam que o Brasil abriga atualmente 7.007 mexicanos e 1.188 sul-africanos. Apenas na capital paulista vivem 3.438 mexicanos e 495 sul-africanos, transformando a cidade em um dos principais pontos de encontro dessas comunidades no país.
Mexicanos vivem expectativa pela estreia
Entre os mexicanos que acompanham a Copa do Mundo à distância está René Bárcenas, que mora há mais de dez anos em São Paulo. Mesmo longe do país de origem, ele garante que acompanhará a estreia da seleção mexicana e promete dividir a torcida entre México e Brasil.
O clima de Copa também reforça tradições culturais já presentes na capital paulista. Além da culinária, conhecida por pratos como tacos e guacamole, a comunidade mexicana participa de eventos tradicionais realizados anualmente na cidade.
Entre eles está o Dia de Muertos, celebrado no Memorial da América Latina, além das festividades da Independência do México, organizadas pelo consulado mexicano em São Paulo.
Comunidade sul-africana também entra no clima
Apesar de menor em número, a comunidade sul-africana também se mobiliza para acompanhar o Mundial. A sul-africana Nijutsu Siba, moradora de São Paulo há 13 anos, conta que o grupo pretende se reunir em um bar na região de Santa Cecília para assistir à partida de estreia.
Segundo ela, além de sul-africanos, integrantes de outros países do continente africano também devem participar do encontro para acompanhar o confronto.
Cultura africana presente na cidade
A presença africana em São Paulo vai além do futebol. A cidade abriga festivais culturais, apresentações de dança e manifestações ligadas às diversas tradições do continente.
A gastronomia também é uma das marcas dessa influência. Entre os pratos mais conhecidos está o frango grelhado preparado com molho peri-peri, feito a partir de uma pimenta bastante popular na África do Sul.
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