A chegada de Fernando Diniz ao Corinthians foi o tema central do programa Os Donos da Bola, da Band, onde a análise foi unânime: a queda de Dorival Júnior não se deveu apenas à sequência de nove jogos sem vitória, mas principalmente à falta de comprometimento dos jogadores e à perda de autoridade do antigo comandante. Diniz assume com contrato até o final de 2026 e a missão imediata de liderar o time já na estreia da Libertadores, na Argentina.
A atitude do novo técnico, de já assumir os treinos e a viagem, foi elogiada por sua "hombridade". Enquanto isso, a saída de Dorival, que custará cerca de R$ 7 milhões em multa rescisória, foi dissecada como um clássico caso de "elenco que derruba treinador".
Corpo mole e perda de vestiário
A principal tese levantada pelos debatedores, e reforçada pelo Craque Neto, é que os jogadores do Corinthians fizeram "corpo mole" nos últimos jogos para forçar a saída de Dorival. "Eles seguraram o pé, não dividiram, não jogaram. Foi uma coisa medonha o que eles fizeram. Na verdade, eles derrubaram o Dorival Júnior", afirmou Neto.
Além da falta de esforço do elenco, a perda de comando de Dorival foi apontada como um fator decisivo para sua queda. Segundo a análise, o técnico se enfraqueceu ao ceder ao "controle de carga" e permitir que fisiologistas interferissem na escalação. "Ele perde a sua autoridade quando começa a poupar jogador. Se ele foi contratado pra jogar, leva o jogador e joga", analisou um dos comentaristas. Para Neto, a responsabilidade foi clara: "Ele se danou, ele caiu por causa disso pra mim".
Diniz: uma "virada de chave" sob pressão
A contratação de Fernando Diniz foi interpretada como uma tentativa da diretoria de retomar o controle do vestiário, trazendo um técnico de pulso firme. A expectativa é que Diniz, um corintiano declarado, tenha o entendimento necessário para lidar com o ambiente político "insano" do clube e não ceda à pressão dos "figurões" do elenco.
Seu maior desafio será implementar sua filosofia de jogo, o dinizismo, em um ambiente de alta pressão e com pouco tempo para treinar. "Ele vai ter que se adaptar ao material humano que ele tem em mãos", ponderou um dos jornalistas. A conclusão é que, para Diniz, a passagem pelo Corinthians é uma "oportunidade de ouro" e uma possível "virada de chave" em sua carreira, mas que tudo dependerá de uma única coisa: a vitória. "Se você não tiver vitória, tudo que nós estamos falando vai pro beleléu", finalizou Craque Neto.
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