O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou nesta quarta-feira uma série de denúncias que prometem transformar o último Derby em um pesadelo jurídico para o Corinthians. Após os episódios de violência na zona mista, expulsões e relatos de injúria racial na Neo Química Arena, o clube do Parque São Jorge corre o risco de perder o mando de campo por até 12 partidas, além de enfrentar a possível suspensão de quatro titulares absolutos, incluindo o goleiro Hugo Souza.
Punição pesada: Estádio e elenco em xeque
A denúncia mais grave refere-se à falha na garantia de segurança e aos incidentes ocorridos nas dependências do estádio, incluindo atos de racismo relatados contra o goleiro Carlos Miguel. Por não garantir a ordem no evento, o Corinthians pode ser punido com a perda de mando de campo por até 12 partidas.
No elenco, quatro jogadores foram denunciados:
Hugo Souza: Pode pegar de um a seis jogos de suspensão por críticas à arbitragem em entrevista pós-jogo.
Breno Bidon: Denunciado por participação na confusão generalizada.
André e Matheuzinho: Alvos de denúncia por atos cometidos durante a partida (expulsões).
Além dos jogadores, o preparador de goleiros, Luiz Fernando, foi acusado de agressão contra um atleta do Palmeiras na zona mista.
Debate: Liberdade de expressão ou indisciplina?
A punição ao goleiro Hugo Souza gerou debate na bancada da Rádio Bandeirantes. Para os comentaristas, a denúncia por críticas técnicas à arbitragem fere a liberdade do atleta.
"O jogador tem o direito de achar o árbitro ruim. Ele não acusou de roubo, apenas fez uma análise técnica sob sua ótica. Punir com até seis jogos por isso parece desproporcional", defendeu o comentarista Gabriel.
Palmeiras: Multa à vista
Do lado alviverde, a conta saiu consideravelmente mais barata. O Palmeiras foi denunciado apenas pela participação na confusão generalizada na zona mista. A expectativa é que a punição ao clube não ultrapasse o pagamento de multa, sem o risco de perda de mando ou suspensão de atletas, já que não houve individualização de agressores por parte da procuradoria até o momento.
Acordo frustrado
Bastidores indicam que o Corinthians tentou um "acordo de cavalheiros" para abafar o caso e evitar boletins de ocorrência logo após o jogo, mas a diretoria do Palmeiras bateu o pé e exigiu que os fatos fossem levados adiante, o que culminou nas denúncias pesadas desta quarta-feira.
O julgamento está marcado para a próxima sexta-feira, no Rio de Janeiro.
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