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Divulgação/Correios
A crise nos Correios está se agravando, com a empresa registrando prejuízos novamente após um período de lucros que começou no governo Michel Temer.
Prejuízo Bilionário e Falência Técnica
A estimativa é que o rombo dos Correios neste ano (sob o Governo Lula) atinja R$ 10 bilhões.
Desde o início do atual governo, o prejuízo acumulado da estatal pode somar R$ 23 bilhões, valor que recairá sobre os pagadores de impostos.
Uma operação de socorro de R$ 20 bilhões em empréstimos com bancos privados, destinada a cobrir as dívidas, foi barrada pelo Tesouro Nacional, que se recusou a ser avalista devido às condições de juros consideradas abusivas.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano já prevê mais R$ 10 bilhões fora da meta para empresas estatais, o que indica que o governo espera que o prejuízo dos Correios se repita.
O Dreno do Postal Saúde
Um dos principais fatores que contribuem para o colapso financeiro da estatal é o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde.
O plano é descrito como "super generoso", beneficiando não apenas cônjuges e filhos, mas também os pais dos funcionários e mais de 203 mil aposentados.
O plano gera um rombo trimestral (a cada três meses) de R$ 700 milhões, um aumento de 80% em relação ao ano passado.
O custeio anual do Postal Saúde é de quase R$ 3 bilhões, consumindo 10% do faturamento restante dos Correios.
Falta de Modernização e Crise de Gestão
O problema dos Correios não é apenas político, mas estrutural, agravado pela falta de modernização:
O setor de entregas não possui mais monopólio estatal e é dominado por empresas privadas nacionais e internacionais, que investem em competitividade e agilidade, enquanto os Correios "envelhecem e declinam".
Ao contrário de estatais de correios ao redor do mundo (como La Poste na França, que se reinventou em provedor de internet e serviços bancários), os Correios no Brasil não adotaram tecnologias modernas para crescer.
Dos quase 60 mil funcionários, cerca de 56 mil movem ações trabalhistas contra a estatal, buscando garantir seus direitos diante do iminente colapso da empresa.
A discussão central levantada por especialistas é se, no contexto do comércio eletrônico e da alta competitividade, "tem sentido que os Correios continuem sendo administrados pelo Estado".
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