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CPMI do INSS mira irmão de Lula e aliados em esquema bilionário

Frei Chico, Carlos Lupi e dirigentes da Previdência estão no foco da comissão que apura fraudes contra aposentados

Por Redação
REDAÇÃO

16/10/2025 • 09:29 • Atualizado em 16/10/2025 • 09:29

INSS

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Rafael Carvalho/Governo Federal

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas no INSS terá um dia decisivo. A comissão analisa requerimentos para convocar José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnap), entidade diretamente envolvida no esquema que teria lesado mais de 9 milhões de brasileiros.

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A convocação ocorre após o silêncio do presidente do Sindnap, Milton Ribeiro (Milton Cavallo), que compareceu à CPMI, mas se recusou a prestar depoimento com base em habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares defendem que Frei Chico deve esclarecer pontos que ficaram sem resposta.

Outro ponto de destaque é o requerimento para quebra de sigilos do ex-ministro da Previdência Social e atual presidente do PDT, Carlos Lupi. A medida inclui acesso aos dados bancários, fiscais, telefônicos e correspondências institucionais. O PDT comanda o Ministério da Previdência e tem em seus quadros nomes suspeitos de envolvimento no esquema, como o próprio Milton Cavallo e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanucci.

A sessão também contará com o depoimento de Cícero Marcelino de Sousa Santos, ex-assessor do presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares). Cícero ficou conhecido ao depor com as mãos pintadas de azul. Investigado por contratos suspeitos de compra de insumos, locações e outras despesas sem comprovação, ele chegou a ser preso, mas foi libertado rapidamente por ordem do STF.

Parlamentares apontam que as investigações têm esbarrado em manobras jurídicas e proteção institucional, o que dificulta a elucidação do caso. A expectativa é que os desdobramentos da CPMI revelem não apenas os responsáveis pelo esquema, mas também as conexões políticas que sustentaram a prática por tanto tempo.

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