
INSS
Rafael Carvalho/Governo Federal
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o desvio de dinheiro de aposentados pelo sistema previdenciário brasileiro fez revelações alarmantes nesta terça-feira (21). O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou dados da Controladoria Geral da União (CGU) sobre a atuação de advogados e contadores especializados em criar associações fraudulentas para descontar valores dos aposentados, com o objetivo de desviar milhões de reais.
Segundo as investigações, uma dupla de advogados e contadores foi responsável por criar quatro entidades associativas fictícias, as quais arrecadaram 714 milhões de reais de aposentados, utilizando métodos fraudulentos e maliciosos. A associação “Amar Brasil”, por exemplo, foi responsável por 325 milhões de reais em desvios.
A fraude se espalhou rapidamente e resultou em 14,5 milhões de descontos mensais fraudulentos, com entidades como a Masterprev e a Andap também figurando entre as que mais lesaram os aposentados. A Masterprev foi responsável por 232 milhões de reais em roubos, enquanto a Andap desviou 95 milhões de reais. Outra associação chegou a desviar 63,2 milhões de reais.
O erro cometido pelos fraudadores foi tão grande que uma das falhas mais notáveis foi a repetição de um erro de digitação nos estatutos dessas entidades, o que acabou facilitando a identificação dos responsáveis. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, chamou a atenção para a falta de fiscalização e a facilidade com que esses criminosos operavam.
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