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Cratera na Consolação: Rua é liberada, mas explosão segue um mistério

Após 33 horas de incerteza, tráfego na via é normalizado; Enel e Congas divergem sobre a responsabilidade da explosão que assustou o centro de São Paulo.

Por Redação
REDAÇÃO

03/03/2026 • 09:04 • Atualizado em 03/03/2026 • 09:04

Cratera na rua da Consolação

Cratera na rua da Consolação

Reprodução

A Rua da Consolação, uma das vias mais movimentadas do centro de São Paulo, teve seu tráfego completamente restabelecido na manhã desta terça-feira, após a conclusão das obras de reparo em uma cratera que se abriu no último domingo. O buraco foi resultado de uma explosão subterrânea ocorrida por volta das 22h30, próximo a um edifício residencial, gerando interdições e transtornos para motoristas e moradores.

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Segundo informações da prefeitura, equipes trabalharam durante a madrugada para asfaltar o trecho afetado, liberando todas as quatro faixas no sentido da Avenida Paulista. Apesar da rápida solução para a fluidez do trânsito, a causa do incidente, ocorrido mais de 33 horas antes, permanece uma incógnita e se tornou o centro de um impasse entre a Enel, distribuidora de energia, e a Congas, companhia de gás.

Em nota oficial divulgada nesta manhã, a Enel Distribuição São Paulo atribuiu a explosão ao "acúmulo de gases inflamáveis dentro de uma galeria subterrânea", mas ressaltou que a "origem desses gases ainda não foi identificada". A empresa confirmou que um edifício residencial na área permanece sem fornecimento de energia e está sendo atendido por um gerador.

A versão da Enel foi contestada pela Congas. Em comunicado, a companhia de gás informou que medições realizadas no local atestaram a "ausência de etano", componente que caracteriza o gás natural, descartando a possibilidade de um vazamento de sua rede. A Congas acrescentou que uma ocorrência dessa natureza só poderia acontecer na presença de uma "fonte de ignição, como faísca ou outro mecanismo semelhante".

O relato de moradores adiciona uma camada de complexidade ao caso. Testemunhas afirmaram ter visto equipes da Enel realizando trabalhos na galeria subterrânea cerca de meia hora antes da explosão. Em resposta, a Enel declarou que seus funcionários estavam no local para averiguar denúncias de "faísca e piso quente" na esquina, indicando um problema prévio na infraestrutura elétrica.

Enquanto as empresas trocam responsabilidades, os cidadãos que dependem da via para seus deslocamentos diários podem, ao menos por enquanto, circular sem impedimentos. Além da situação na Consolação, a prefeitura também atuou na recuperação do asfalto no túnel Max Feffer, que apresentava múltiplos buracos em ambos os sentidos, após reportagens da imprensa local evidenciarem os problemas na via.

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