O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou que pretende endurecer o combate à criminalidade no Brasil caso seja eleito presidente. Durante a entrevista exclusiva com a Bandeirantes nesta segunda-feira (25), Zema defendeu a redução da maioridade penal, mudanças na legislação criminal e penas mais severas para integrantes de facções criminosas.
Segundo o ex-governador, o principal objetivo de sua proposta para a segurança pública é aumentar o “custo do crime” no país. “Crime tem que custar caro”, afirmou Zema ao comentar casos recorrentes de furtos e roubos praticados por criminosos reincidentes.
O pré-candidato citou o exemplo de um jovem em Belo Horizonte que, segundo ele, acumula dezenas de ocorrências por furto e roubo de celulares e continua em liberdade após audiências de custódia. Para Zema, esse modelo incentiva a criminalidade. “Enquanto nós tivermos esse tipo de procedimento no Brasil, o custo do crime continua compensando”, declarou.
Durante a entrevista, Zema também relatou uma visita realizada a El Salvador no ano passado para conhecer as políticas de segurança implantadas pelo presidente Nayib Bukele. Segundo ele, o país conseguiu reduzir em 99% a taxa de homicídios em quatro anos.
O ex-governador afirmou que o Brasil deveria adotar medidas semelhantes às aplicadas em El Salvador, incluindo o enquadramento de integrantes de facções criminosas como terroristas. “Se alguém pertence a uma facção, está automaticamente enquadrado como terrorista”, disse.
Zema também defendeu penas mínimas de 25 anos para criminosos ligados ao crime organizado, sem direito a benefícios penais. Segundo ele, a redução da violência passa necessariamente pelo endurecimento da legislação criminal brasileira.
Além das mudanças na legislação federal, Zema propôs ampliar a autonomia dos estados para endurecer punições locais. Pela proposta defendida pelo governador, as regras federais serviriam como piso mínimo, permitindo que assembleias legislativas criassem agravantes específicos para determinados crimes.
Questionado sobre sua experiência em Minas Gerais, Zema afirmou que todos os indicadores de criminalidade caíram durante sua gestão. O ex-governador destacou principalmente a redução de assaltos e explosões a agências bancárias no estado.
“Esse tipo de crime em Minas reduziu 98%”, afirmou. Segundo ele, a melhora ocorreu após mudanças operacionais nas forças de segurança, incluindo a utilização de aeronaves do governo para ações policiais e atendimentos emergenciais na saúde.
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