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Romeu Zema: “Flávio Bolsonaro merece ser visto com reserva”

Governador mineiro afirma que manterá críticas ao senador e minimiza divisões internas no Partido Novo.

Por Redação
REDAÇÃO

25/05/2026 • 09:00 • Atualizado em 25/05/2026 • 10:10

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou no Jornal Gente da Bandeirantes que recebeu com naturalidade as críticas internas feitas por integrantes do Partido Novo após suas declarações sobre o senador Flávio Bolsonaro.

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Em entrevista exclusiva para a Bandeirantes nesta segunda-feira (25), Zema voltou a defender sua postura e disse que não pretende recuar das críticas relacionadas às denúncias envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.

As declarações ocorreram depois de manifestações de integrantes do diretório do Novo no Paraná, que criticaram a posição adotada pelo ex-governador mineiro. Questionado sobre o impacto das divergências internas em sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, Zema afirmou que entende a pressão sofrida por pré-candidatos ligados ao campo da direita.

“Eu encarei com muita naturalidade”, afirmou. Segundo ele, lideranças políticas muitas vezes acabam pressionadas por interesses eleitorais e por grupos alinhados ao bolsonarismo.

Durante a sabatina, Zema declarou que não cultiva idolatria política e reforçou que pretende manter independência em relação a lideranças nacionais. “Eu sempre digo que eu não idolatro ninguém, para mim só existe Deus no céu”.

Romeu Zema afirmou que mantém respeito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e relembrou sua participação na campanha presidencial de 2022. Segundo Zema, ele apoiou Bolsonaro no segundo turno daquela eleição, mas isso não o impede de fazer críticas quando considera necessário.

“Eu não posso ficar calado com relação a alguém que se envolve com um banqueiro bandido”, declarou o governador ao justificar as críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro.

Zema afirmou ainda que continuará questionando qualquer aproximação com Daniel Vorcaro, a quem classificou como “o maior criminoso da história financeira do Brasil”. O governador disse que pessoas ligadas ao empresário precisam ser observadas “com toda a reserva”, principalmente diante das denúncias já conhecidas publicamente.

Zema sobre Flávio e Vorcaro: "Grande decepção"

O ex-governador de Minas Gerais declarou sua profunda indignação e decepção com o vazamento das mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Zema pontuou que o episódio representa um desrespeito ao eleitorado e defendeu publicamente que o parlamentar deve explicações transparentes à sociedade sobre o conteúdo das conversas.

Desenrola promove "perpetuação da miséria"

No campo econômico, Zema fez duras críticas ao programa federal Desenrola Brasil, iniciativa voltada à renegociação de dívidas da população. Segundo o ex-governador, a medida foca apenas em soluções paliativas de crédito em vez de promover mudanças estruturais de produtividade e emprego, o que, na sua análise, acaba por estender e perpetuar as condições de miséria e dependência econômica dos cidadãos mais vulneráveis.

"Crime tem que custar caro"

Ao debater propostas de segurança pública nacional, Zema defendeu firmemente o endurecimento das leis penais brasileiras e a redução da maioridade penal como soluções fundamentais contra a criminalidade. O político ressaltou que a impunidade estimula a reincidência e assegurou que o crime precisa "custar caro" aos infratores, exigindo um sistema de punições mais severo para restabelecer a ordem institucional.

Zema: "Supremo se tornou o incendiário do Brasil"

O pré-candidato criticou a postura do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando os magistrados da Suprema Corte de protagonizarem abusos de autoridade e perseguição política, especialmente após reações à oposição no chamado "Caso Master". De acordo com o líder político, enquanto o tribunal exercia a função de "bombeiro" institucional no passado para pacificar conflitos, hoje a atuação dos ministros agrava as crises institucionais, agindo como o verdadeiro "incendiário" do país.