O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal durante entrevista exclusiva ao Jornal Gente, da Bandeirantes. A sabatina aconteceu na manhã desta segunda-feira (25).
Zema afirmou que a Suprema Corte deixou de exercer um papel moderador no país e acusou ministros de contribuírem para o aumento da tensão institucional no Brasil.
“Hoje o Supremo, em vez de ser aquela instituição moderadora que apaga os incêndios, se transformou num incendiário, um bombeiro que vai e coloca gasolina”, declarou o governador.
Ao comentar o cenário de conflito entre os Poderes, Zema disse que a população brasileira está indignada com episódios recentes envolvendo integrantes do STF.
Sem citar nomes diretamente, o governador mencionou contratos milionários ligados a familiares de ministros, movimentações financeiras consideradas suspeitas e o uso de aeronaves privadas pertencentes ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo Zema, situações desse tipo comprometem a imagem do Judiciário brasileiro. “Isso é coisa de país eco e não de país sério”, afirmou.
O governador também revelou ter sido alvo de pressões após intensificar as críticas à Corte.
Mesmo assim, afirmou que continuará questionando decisões e comportamentos que considera inadequados. “Tenho sido chantageado, mas eu não tenho o rabo preso”, declarou.
Durante a entrevista, Zema disse acreditar que o Brasil precisa de um presidente com credibilidade e independência política para reconstruir o diálogo institucional entre os Poderes.
Segundo ele, o país necessita de uma liderança sem vínculos ou fragilidades políticas que possam comprometer a governabilidade.
O governador também comentou o episódio em que o ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão de seu nome no inquérito das fake news.
Zema afirmou que ficou surpreso com declarações do magistrado relacionadas a decisões favoráveis ao estado de Minas Gerais em disputas sobre a dívida pública estadual.
“Juiz é remunerado para decidir a favor ou contra, depende da lei e da Constituição”, afirmou o governador ao comentar a relação institucional com o ministro.
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