
Mortes por intoxicação com metanol em bebidas
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A intoxicação por metanol em bebidas adulteradas tem provocado mortes em várias partes do mundo, reforçando o alerta para consumidores e autoridades. O problema, recorrente em diferentes continentes, é resultado da prática criminosa de substituir o álcool etílico, mais caro, pelo metanol, substância altamente tóxica e de custo mais baixo.
Na Colômbia, um episódio recente resultou em 11 mortes e 25 pessoas intoxicadas em setembro. Na mesma época, na região de Leningrado, na Rússia, 19 pessoas morreram após consumir vodka produzida com metanol. Ainda em 2025, a Turquia registrou 23 vítimas fatais. Situações semelhantes se repetem na Ásia. Segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras, centenas de pessoas são envenenadas todos os anos.
Na Índia, em maio deste ano, 20 pessoas morreram após ingerir álcool adulterado. Há registros de ocorrências também na Indonésia, principalmente nas ilhas de Sumatra e Bali. No Laos, em novembro de 2024, seis turistas perderam a vida em um albergue que oferecia uísque falsificado, que na verdade continha metanol. Sobreviventes relataram sequelas graves, como cegueira permanente.
Os sintomas da intoxicação aparecem entre 12 e 48 horas após a ingestão e incluem tontura, dores de cabeça, náuseas, convulsões, visão turva e, em casos graves, coma ou cegueira definitiva. Em situações em que o envenenamento é identificado entre 10 e 30 horas após o consumo, a diálise pode ser aplicada como tratamento emergencial.
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